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Justiça

Sesp realiza leilão de gado e propriedade rural provenientes de lavagem de dinheiro

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Estão disponíveis oito lotes de bovinos machos e fêmeas; lances seguem até o dia 16 de dezembro

Juliano Patrick | Sesp-MT

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio Secretaria Adjunta de Justiça (Saju) abriu, nesta semana, as ofertas de lances para aquisição de 2.959 cabeças de gado e de uma propriedade rural no município de Poconé (a 104 de Cuiabá).

Os bens leiloados são oriundos de lavagem de dinheiro. O leilão é exclusivamente online.

Ao todo, oito lotes de animais, machos e fêmeas, estão disponíveis. Os bovinos estão em fazendas nos municípios de Santos Antônio de Leverger (a 34 km de Cuiabá) e em Poconé. Cada lote vem com uma quantidade de animais definida, peso médio e identificação de fêmea prenha. 

Os lances para aquisição do gado podem ser realizados até o dia 16 de dezembro, no período da manhã. O resultado será divulgado a partir das 14h, horário de Cuiabá. Para acessar os lotes, clique aqui.

Também está disponível para compra uma propriedade rural com área total superior a 16 mil hectares, que fica na cidade de Poconé. Os interessados podem dar os lances até o dia 15 de dezembro, no início da manhã. O resultado sairá às 10h, no horário local. Para mais informações, clique aqui.

Os interessados em conhecer a propriedade rural e as condições dos animais podem solicitar visitas. As mesmas só serão feitas mediante agendamento prévio. Os lances podem ser realizados por meio eletrônico ou acessando o site canaljudicial.com.br.

(Supervisão da jornalista Hérica Teixeira)

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Justiça

MPF pede informações sobre o abastecimento de oxigênio em hospitais de Cáceres, Mirassol D’Oeste, Pontes e Lacerda e Comodoro

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De acordo com o MPF, as medidas são necessárias para evitar que o desabastecimento ocorra no estado, assim como ocorreu em Manaus.

Por G1 MT

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Escritório Regional de Saúde em Cáceres, ao Hospital São Luiz e às secretarias municipais de Saúde de Cáceres, Mirassol D’Oeste, Pontes e Lacerda e Comodoro informações sobre o consumo e a regularidade do abastecimento de oxigênio medicinal nas respectivas unidades de saúde.

De acordo com o MPF, as medidas são necessárias devido ao aumento no número de casos registrados recentemente de coronavírus (Covid-19) e para evitar que o desabastecimento ocorra no estado, assim como ocorreu em Manaus.

Conforme despacho do procurador da República Bernardo Meyer, é ‘notório o caos vivenciado em parte do país pela ausência de oxigênio nas unidades de saúde, após o aumento no consumo do gás resultado, principalmente, do aumento do número de casos de contaminação de novembro de 2020 até janeiro de 2021’.

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Além disso, Meyer ressaltou que “é de conhecimento de todos que a insuficiência de oxigênio gera consequências danosas como a morte de pacientes internados em hospitais ou em tratamento em home care ou graves sequelas causadas pela asfixia.

Ele lembrou que o problema é ainda maior pois tem o potencial de atingir indistintamente todas as pessoas internadas que dependem do oxigênio, independentemente se a causa da assistência médico-hospitalar for a Covid-19.

O procurador também ressalta que Mato Grosso vive atualmente novo crescimento de casos – fenômeno que vem ocorrendo em outros estados da Federação – em razão de diversos fatores, o que poderá resultar em um pico acentuado da doença, com o consequente aumento nos casos de assistência hospitalar e internações, resultando, eventualmente, em vertiginoso aumento no consumo de oxigênio medicinal.

Dessa forma, o MPF requisitou ao Escritório Regional de Saúde em Cáceres, ao Hospital São Luiz e às secretarias municipais de Saúde de Cáceres, Mirassol D’Oeste, Pontes e Lacerda e Comodoro, informações, com prazo de cinco dias para a resposta, acerca do consumo médio de oxigênio medicinal pelas unidades de saúde e a regularização do abastecimento e estoque de oxigênio medicinal para o provimento das respectivas unidades de saúde.

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Solicitou, ainda, que seja realizado o monitoramento contínuo do estoque de oxigênio medicinal (na forma líquida ou gasosa), a fim de identificar substancial aumento no consumo – se comparado ao consumo médio -, potencial ou a iminência de falta de oxigênio medicinal (líquido ou gasoso).

Em caso de potencial insuficiência ou iminente falta do referido oxigênio medicinal, devem notificar os responsáveis pelo reabastecimento com o intuito de manter o estoque regularizado e o normal fornecimento dos estabelecimentos de saúde.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), até essa quinta-feira (21), Mato Grosso registrou 205.162 casos da Covid-19 e 4.902 óbitos em decorrência da doença.

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