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Agronegócio

Pecuaristas conseguem direito de realizar manejo para limpeza de áreas no Pantanal de MT

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Após mais de uma década demandando autonomia para realizar o manejo da vegetação nativa do Pantanal, o produtor rural que ali vive finalmente foi atendido pelo governo estadual, que assinou regulamentou nesta quarta-feira (13) os procedimentos necessários para que seja realizada a limpeza de áreas em imóveis rurais localizados no Pantanal de Mato Grosso.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), entidade que defende os interesses dos pecuaristas, principalmente dos produtores de pequeno e médio porte, que representam 86% do total de pecuaristas que vivem da atividade em MT, participou do evento.

Para o presidente da Acrimat, Dr. Oswaldo Pereira Ribeiro Jr. “a limpeza de pastagens é uma demanda do setor que antecede em muito a atual gestão, portanto a Acrimat parabeniza esse esforço conjunto de todos os entes que participaram da construção deste decreto e deu esse importante passo para o fortalecimento da pecuária pantaneira e da preservação do bioma”.

Ricardo Arruda é pecuarista no Pantanal e diretor da Acrimat. “Reitero as palavras do nosso presidente sobre o empenho e participação da Acrimat nas discussões do pantanal, não só do decreto assinado ontem, mas também do trabalho junto à Sedec para viabilizar recursos, e, tão importante quanto, o empenho de recursos para o projeto de comunicação Guardiões do Pantanal. A pecuária pantaneira agradece e muita nossa entidade”.

A diretora executiva da Acrimat, Daniella Bueno, destaca que o decreto se reveste de relevância para o Estado de Mato Grosso, sobre diversos aspectos. “Desde a séria questão de prevenção a incêndios no Bioma Pantanal, quando permite a utilização da queima controlada fora dos períodos proibitivos; passa pelo aumento de rentabilidade da importante atividade da pecuária pantaneira, quando permite a limpeza e recuperação de pastagens e a construção de tanques de armazenamento de água, o que, de forma direta, contribui para a continuidade da presença do homem pantaneiro atuando nesse importante bioma.”

Presidentes de diversos sindicatos rurais do estado, como Ida Beatriz, do Sindicato Rural de Cáceres, estiveram na cerimônia de assinatura do decreto. “Agradeço o esforço de todos os envolvidos na construção da normativa; essa nova regra é essencial para a manutenção da atividade pecuária no Pantanal, bioma de fragilidade enorme e que precisa de cuidados especiais, e somos nós, que vivemos ali, que mais entendemos a natureza do Pantanal”.

Ida destacou que a Sema foi incansável para identificar, não só com os produtores, mas com todos os setores e as comunidades tradicionais, quais as formas de preservação sustentável desse ecossistema, mantendo o tripé do ambiental, do econômico e do social.

O pecuarista Raul Santos Costa Neto, presidente do Sindicato de Poconé, um dos pecuaristas mais participativos na construção desta nova realidade, esteve presente ao evento. “É importante deixar o pantaneiro, que está naquela região há mais de 300 anos, lidar de forma efetiva com a natureza, ele sabe o que está fazendo, e ninguém é irresponsável de acabar com seu próprio sustento; a assinatura desse decreto é resultado de uma luta incansável dos produtores que vivem na região. Estamos felizes com o desfecho”.

Regras

As novas regras, estabelecidas por meio de decreto, vão garantir, de maneira sustentável, a recuperação financeira da população que ali reside e que, no último ano, foi fortemente prejudicada pelos incêndios, provocados principalmente pelas fortes secas que atingiram a região.

Após adquirida, a autorização de limpeza terá validade de três anos. Além disso, o uso de fogo para manejo direto da vegetação campestre ou para remoção de coivaras e leiras de material lenhoso já removido, terá de preceder de uma autorização especial de queima controlada e deverá atender às medidas impostas pela Sema, obedecendo ao período proibitivo de uso do fogo delimitado pelo Governo de Mato Grosso.

O manejo da vegetação que tenha por objetivo restaurar a formação campestre em paisagens do Pantanal, visando a atividade de pecuária extensiva, só será permitido mediante autorização da Sema. 

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Agronegócio

IBGE prevê safra recorde de 264,9 milhões de toneladas para 2021

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Soja deve atingir mais um marco inédito

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão para a safra de soja deve atingir mais um marco inédito, com 131,8 milhões de toneladas. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a demanda aquecida e o dólar em alta têm favorecido a comercialização da soja e incentivado os produtores a aumentarem o plantio.

Conforme o IBGE, no final de março de 2021, a saca de 60 quilos do produto foi comercializada a R$ 173,3, 3,49% acima do mês anterior. Na região integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba), quase todos os estados apresentam aumentos expressivos na produção, como o Piauí (15,6%), a Bahia (7,6%) e o Maranhão (3,8%). A exceção é o Tocantins (-6,3%).

“A colheita da soja está perto de ser concluída na maioria das unidades da federação, mas está com atraso em relação ao ano anterior, que foi causado pelo plantio tardio devido à estiagem no início da primavera. Com o retorno das chuvas, a partir de dezembro, as lavouras se recuperaram e a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória”, disse o pesquisador, em nota.

De acordo com ele, embora atualmente o excesso de chuvas venha causando problemas em alguns estados, tanto na colheita quanto no escoamento da safra, restam poucas áreas a serem colhidas e a produção da oleaginosa deverá ficar 8,5% (10,3 milhões de toneladas) acima da de 2020.

Produção de uvas

Além dos grãos, o IBGE também destacou o aumento na produção de uvas. A estimativa da produção em março foi de 1,7 milhão de toneladas, crescendo de 4,9% em relação ao mês anterior e de 18,7% em relação a 2020, o que se deve ao bom rendimento das lavouras.

Em março, a produção do Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional de uvas, foi reavaliada com crescimento de 8,5% em relação à estimativa anterior e de 29,2% frente a 2020, alcançando 950,2 mil toneladas.

“As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. O consumo de vinho durante a pandemia de covid-19 cresceu bastante, reduzindo os estoques comercializáveis de uva. Mas as cooperativas do Rio Grande do Sul esperam recompor esses estoques durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita”, afirmou Barradas.

Segundo o levantamento, outras unidades produtoras também esperam crescimento da produção em relação a 2020, como Pernambuco (15,3%) e Bahia (8,9%), estados em que se localiza o Vale do São Francisco e que, junto com o Rio Grande do Sul, respondem por 82,6% da produção nacional de uva. Enquanto no Sul a maior parte das uvas tem como destino a produção de sucos, no Nordeste, a maior parte vai para o consumo de mesa.

Na informação do levantamento de março em relação à de fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas produções de trigo (8,1% ou 541,6 mil toneladas), cevada (7,9% ou 31,3 mil toneladas), feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra (0,8%, 5,0% e 1,7%, somando 77 mil toneladas), uva (4,9% ou 78,4 mil toneladas), sorgo (2,4% ou 67,5 mil toneladas), soja (1,1% ou 1,4 milhão de toneladas) e arroz (0,9% ou 100,3 mil toneladas).

São esperadas quedas na produção do milho de 1ª e 2ª safra (-1,5% e -0,1% ou 471,2 mil toneladas) e da aveia (-0,3% ou 2,5 mil toneladas).

Fonte: Agencia Brasil

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