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MEDIDAS CONTRA A COVID-19: Valmir Moretto vota contra ‘feriadão’ e pede apoio da população

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O deputado votou contra o Governo do Estado, após entendimento e pedido da classe empresarial.

O deputado Valmir Moretto (Republicanos), pediu maior cuidado e atenção da população para as medidas restritivas já existentes e que visam combater o avanço do coronavírus (covid-19). A declaração do deputado foi feita nesta terça-feira (23), após a derrubada do projeto do Governo do Estado, que visava antecipar feriados durante 10 dias corridos em Mato Grosso.

Moretto foi incisivo ao afirmar que esta era a primeira vez que votava contra o Governo, pois o ‘feriadão’ prolongado causaria prejuízos para empresas e comércios.

O entendimento do deputado se deu após encaminhamento de ofícios do presidente Câmara de Dirigentes Lojistas de Pontes e Lacerda (CDL), Caio Roman e também de Eridson Vieira, diretor da Associação Comercial e Empresarial de Pontes e Lacerda (ACEPL).

“Nesta luta e caminhada, mais uma vez a Assembleia Legislativa foi importante e decisiva no processo. Também quero deixar o meu pedido. Não esqueça das medidas restritivas. Precisamos que todos nos ajudem, para que daqui uns dias não precisemos fazer medias até mais restritivas que a antecipação de feriados, como um lockdown, por exemplo”, afirmou o deputado.

Para Moretto, a ajuda de todos é essencial para que a covid-19 não avance mais. “Precisamos vencer a covid-19 juntos. Perdemos vidas de amigos, companheiros e precisamos da compreensão de todos”, finalizou.

UTI’s

O deputado Valmir Moretto tem atuado diariamente no fortalecimento da saúde pública da região Oeste nesta pandemia. Recentemente, a relação do deputado com o Governo dobrou o número de leitos de UTI’s em Pontes e Lacerda – que passará a contar com 20 unidades no Hospital Santa Casa Vale do Guaporé. Os equipamentos serão adquiridos com recurso da prefeitura, por meio da gestão do prefeito Alcino Barcelos (Republicanos) e mantidos pelo Estado.

Por assessoria

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Lúdio aponta que apenas 21% dos idosos a partir de 75 anos estão imunizados pela vacina da covid-19 em MT

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Estudo realizado pelo médico sanitarista e deputado estadual detectou ainda que apenas metade dos trabalhadores da saúde receberam a 2ª dose da vacina

Mato Grosso ainda não tem uma cobertura vacinal que produza impacto significativo sobre número de casos novos de covid-19, internações e mortalidade.

Levantamento feito pelo deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT), com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde, mostra que apenas 21,1% dos idosos a partir de 75 anos e 50,5% dos trabalhadores da saúde já estão imunizados com as duas doses de vacina contra a covid-19.

“Não vemos efetividade da vacinação. Mato Grosso ainda está longe de alcançar uma cobertura vacinal que dê proteção à população. Mesmo os grupos prioritários têm, até agora, uma cobertura baixa.

A imunidade só é completa 14 dias depois da aplicação da 2ª dose. A vacinação está muito lenta nos grupos da fase 1, mesmo com vacinas disponíveis”, observou Lúdio.

No relatório, que considerou os dados disponibilizados até a quinta-feira (8), Lúdio detectou que a cobertura vacinal dos 89.073 idosos a partir de 75 anos é de 21,1%, pois apenas 18.819 receberam a 2ª dose. Se todas as doses disponíveis tivessem sido aplicadas, esse público teria 79,1% de cobertura.

Entre os 84.599 trabalhadores da saúde de Mato Grosso, 50,5% já receberam a 2ª dose. Mas essa cobertura vacinal poderia ser de 85% com as doses já disponíveis no estado.

Na avaliação de Lúdio, a explicação para essa lentidão está na demora da distribuição das vacinas pelo estado aos municípios, centralização de vacinação e burocracia para agendamento.

O deputado recomenda que o governo de Mato Grosso elabore as resoluções com mais rapidez e agilize a distribuição, e que as prefeituras utilizem a rede de salas de vacinas e a experiência acumulada pelos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), que é referência mundial na imunização de populações.

Ele defende que quanto mais descentralizar, melhor, pois o público-alvo vai aumentar nas próximas fases.

“Muitas pessoas que receberam a 1ª dose não estão recebendo a 2ª dose. Por isso é importante que a vacinação seja descentralizada e as vacinas sejam aplicadas no posto de saúde, onde as equipes de saúde conhecem os moradores e podem fazer busca ativa para que as pessoas tomem a 1ª e a 2ª dose no tempo certo e sem burocracia. A imunização só está completa depois da 2ª dose”, explicou Lúdio.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

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