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Aftosa: não há mais carência para transportar animais após vacinação em MT

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Os pecuaristas precisavam aguardar 15 dias para movimentar os bezerros vacinados pela primeira vez; exigência foi suspensa em instrução normativa do Ministério da Agricultura

Aftosa: preços da vacina podem variar em 60% - Compre Rural

Começou no último domingo (01) a campanha de vacinação contra febre aftosa em Mato Grosso. Nesta etapa devem ser imunizados todos os bovinos e bubalinos com idade entre zero e 24 meses. A estimativa é de que ao todo, 14 milhões de animais sejam vacinados no estado, que tem o maior rebanho do país. Os pecuaristas têm até o dia 30 de novembro para vacinar e devem comunicar ao Indea até o dia 10 de dezembro. Para a região do Pantanal, no entanto, o prazo é maior: até o dia 15 de dezembro tanto para imunizar os animais quanto para fazer a comunicação.

Analista de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o zootecnista Marcos de Carvalho, alerta que a partir desta etapa, não será mais preciso cumrpir o período de carência após a vacinação para transportar os animais. “Nas etapas anteriores, quando o produtor vacinava o bezerro pela primeira vez existia uma carência. Ele fazia a comunicação no Indea, mas mesmo assim não podia fazer o transporte deste animal por até 15 dias após a vacinação. Com a publicação da Instrução Normativa 48/2020, do Ministério da Agricultura, esse prazo deixou de existir. Hoje, o produtor que faz a vacinação no seu rebanho, pode transportar os animais imediatamente”, explica.

Outra novidade está relacionada ao saldo temporário. “Se o produtor tem animais que já estão prestes a serem abatidos, ele não precisa vaciná-los. Antes, esse prazo era de 60 dias. Ou seja, em até 60 dias o produtor tinha que fazer o abate destes animais. Com a ‘IN 48/2020’, o prazo para levar estes animais para o frigorífico passou a ser de 90 dias”, comenta.

O último caso de febre aftosa registrado em Mato Grosso foi há 24 anos. Os pecuaristas sabem de cor o que é preciso fazer para proteger o rebanho, mas nunca é demais lembrar os principais cuidados na hora de aplicar a vacina. “È preciso manter a pistola higienizada; colocá-la no gelo antes de fazer a primeira carga para já deixá-na resfriada na hora que for abastecê-la para evitar riscos de choque térmicos com a vacina; desinfectar as agulhas; trabalhar com calma; conduzir os animais com manejo racional; etc. Vale lembrar que este é um compromisso que o estado assumiu e é muito importante o produtor manter a vacinação da forma correta, dentro dos prazos e com muito capricho”, conclui o analista de pecuária da Famato.

Fonte: Canal Rural

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IBGE prevê safra recorde de 264,9 milhões de toneladas para 2021

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Soja deve atingir mais um marco inédito

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão para a safra de soja deve atingir mais um marco inédito, com 131,8 milhões de toneladas. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a demanda aquecida e o dólar em alta têm favorecido a comercialização da soja e incentivado os produtores a aumentarem o plantio.

Conforme o IBGE, no final de março de 2021, a saca de 60 quilos do produto foi comercializada a R$ 173,3, 3,49% acima do mês anterior. Na região integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba), quase todos os estados apresentam aumentos expressivos na produção, como o Piauí (15,6%), a Bahia (7,6%) e o Maranhão (3,8%). A exceção é o Tocantins (-6,3%).

“A colheita da soja está perto de ser concluída na maioria das unidades da federação, mas está com atraso em relação ao ano anterior, que foi causado pelo plantio tardio devido à estiagem no início da primavera. Com o retorno das chuvas, a partir de dezembro, as lavouras se recuperaram e a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória”, disse o pesquisador, em nota.

De acordo com ele, embora atualmente o excesso de chuvas venha causando problemas em alguns estados, tanto na colheita quanto no escoamento da safra, restam poucas áreas a serem colhidas e a produção da oleaginosa deverá ficar 8,5% (10,3 milhões de toneladas) acima da de 2020.

Produção de uvas

Além dos grãos, o IBGE também destacou o aumento na produção de uvas. A estimativa da produção em março foi de 1,7 milhão de toneladas, crescendo de 4,9% em relação ao mês anterior e de 18,7% em relação a 2020, o que se deve ao bom rendimento das lavouras.

Em março, a produção do Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional de uvas, foi reavaliada com crescimento de 8,5% em relação à estimativa anterior e de 29,2% frente a 2020, alcançando 950,2 mil toneladas.

“As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. O consumo de vinho durante a pandemia de covid-19 cresceu bastante, reduzindo os estoques comercializáveis de uva. Mas as cooperativas do Rio Grande do Sul esperam recompor esses estoques durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita”, afirmou Barradas.

Segundo o levantamento, outras unidades produtoras também esperam crescimento da produção em relação a 2020, como Pernambuco (15,3%) e Bahia (8,9%), estados em que se localiza o Vale do São Francisco e que, junto com o Rio Grande do Sul, respondem por 82,6% da produção nacional de uva. Enquanto no Sul a maior parte das uvas tem como destino a produção de sucos, no Nordeste, a maior parte vai para o consumo de mesa.

Na informação do levantamento de março em relação à de fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas produções de trigo (8,1% ou 541,6 mil toneladas), cevada (7,9% ou 31,3 mil toneladas), feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra (0,8%, 5,0% e 1,7%, somando 77 mil toneladas), uva (4,9% ou 78,4 mil toneladas), sorgo (2,4% ou 67,5 mil toneladas), soja (1,1% ou 1,4 milhão de toneladas) e arroz (0,9% ou 100,3 mil toneladas).

São esperadas quedas na produção do milho de 1ª e 2ª safra (-1,5% e -0,1% ou 471,2 mil toneladas) e da aveia (-0,3% ou 2,5 mil toneladas).

Fonte: Agencia Brasil

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