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Agronegócio

TECNOLOGIA NO CAMPO: Investimentos em reforma das pastagens ou recuperação do solo podem dobrar produção

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Levantamento do Instituto Brasileiro de Estatística de Geografia (IBGE) reafirma que Mato Grosso concentra o maior rebanho bovino do país. Com mais de 30 milhões de cabeças que ocupam hoje, aproximadamente, 24 milhões de hectares, o Estado figura na Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) com mais de 13% da produção nacional. Prestes a iniciar o último trimestre do ano, período importante do calendário da atividade, um lembrete importante: o manejo e a reforma do pasto beneficiam e intensificam a pastagem, sendo assim aliados de primeira ordem para expansão da atividade pecuária, com qualidade e mais produtividade.

Mato Grosso está, atualmente, com uma taxa média de ocupação de 1,25 cabeças por hectare. O investimento em ambos os métodos de intensificação do solo, podem representar ao produtor de alta tecnologia, um aumento de 50% das cabeças por hectare.

Os anos de uso contínuo e a seca levam a uma contínua redução e à baixa disponibilidade e qualidade da forragem dos pastos. A reforma, além de recuperar a qualidade das áreas, influencia a engorda do animal e reflete diretamente no desempenho das reses de corte e, também, do gado de leite. O método, a partir do uso do calcário, seguido de uma correta adubação é um dos mais econômicos para o pecuarista e gera, por isso, lucratividades a produtores de todos os portes, do familiar ao grande produtor.

O engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga, Mestre em produção vegetal, professor e profissional do segmento de análises de solo, destaca que o início desse cuidado com os solos das pastagens pode ser resumido em quatro passos: a análise do solo, a escolha entre processos para uso da calagem, definição de espécies a serem plantadas e adubação do solo.

Saiba como iniciar a reforma ou recuperação do pasto:

1 Faça a análise do solo

Esse procedimento deve ser feito sob orientação de um profissional, engenheiro agrônomo, e as análises coletadas devem ser realizadas por laboratórios específicos. Os resultados guiam o pecuarista, quanto a condição de seu pasto e elencam quais são suas necessidades. “Esta análise de solo permitirá a recomendação adequada técnica, econômica e ambiental da quantidade e tipo de calcário a ser utilizado bem como a dose e fonte dos adubos exigidos na área em questão”, comenta o engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga.

2 Defina os usos da calagem

De acordo com a necessidade de cada local, o engenheiro agrônomo pode orientar se o uso da calagem será necessário sob a condição de reforma ou recuperação. Para as áreas com a pastagem mais pobre, por exemplo, o pecuarista conta com a opção de atuar com a reforma do pasto. Essa intervenção prevê que a recuperação das   pastagens que apresentarem baixo desenvolvimento ou má formação.

Já a recuperação do solo, é mais indicada aos locais que possuam plantas desejáveis e baixa necessidade de calcário. Sendo necessário, uma dosagem menor de calcário.

3 Defina as espécies a serem implantadas

Nessa fase, o pecuarista tem a oportunidade de planejar a implantação da espécie mais indicada para o seu pasto e que se adeque à região implantada. Opção que agrega benefícios econômicos e pode intensificar a pastagem. Resultando, assim, no desempenho dos animais.

4 Adubação para reforma ou de recuperação do solo

 

O solo não dispõe de uma fonte inesgotável de nutrientes. À medida que são utilizadas, as regiões começam a apresentar uma degradação natural, fator que pode impactar no desenvolvimento do gado. Por isso, essa é uma etapa que exige um manejo tranquilo e sustentado nos diagnósticos já estabelecido nas fases acima.

“Tanto na reforma quanto na recuperação, essa etapa deve ser baseada na análise do solo da área em questão. Sendo que, para os casos de recuperação, será necessário realizar uma limpeza química na pastagem pois não se aduba pastagem suja, o mato nutrido ficará cada vez mais forte”, explica o professor.

Para o professor, essas são as quatro primeiras etapas que o pecuarista deve se atentar e cumprir antes de iniciar o processo de correção do solo. “Baseando-se numa análise de solo, será indicada a necessidade e a dose de calcário, o tipo do calcário e um possível uso do Gesso agrícola”, conta.

Gonzaga ainda reforça que a seja na implantação, na Reforma ou na Recuperação de uma pastagem o processo deverá ser realizado com muito critério. “As últimas pesquisas apontam que os pecuaristas que realizaram o manejo do solo alcançaram, lucrativamente, um bom custo-benefício. Não podemos falar dos resultados calculando uma média. Cada caso é diferente, cada local apresenta necessidades específicas e é trabalhada com diferentes tecnologias. Por isso, é indispensável que o pecuarista planeje seu manejo a fim de adequar o processo às suas necessidades, de forma customizada”, observa Luiz Gonzaga.

 

Informações à imprensa

Íntegra Comunicação Estratégica – 3642 1775

 

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Agronegócio

Vacinação contra a febre aftosa segue até quarta-feira (10) em Mato Grosso

Publicado

Os pecuaristas mato-grossenses têm até a próxima quarta-feira (10.06) para vacinar o rebanho  estadual de quase 30 milhões de cabeças de gado contra a febre aftosa. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), até o momento foi comunicada a imunização de 67,21% do gado em 66,93% das propriedades rurais com bovinos. Os pecuaristas devem comunicar a vacinação até 20 de junho, por e-mail ou presencialmente.

Devido à pandemia do novo coronavírus, houve adequação dos procedimentos previamente à realização desta etapa de vacinação, por meio de videoconferência entre serviço público e iniciativa privada. Também houve a descentralização dos atendimentos de forma itinerante nos assentamentos rurais e barreiras sanitárias da fronteira com a Bolívia sem prejuízo ao atendimento aos produtores rurais na unidades locais do Instituto nos municípios.

“Os dados de venda de vacinas e comunicação ao Indea-MT são avaliados diariamente e comparados ao mesmo período dos anos anteriores para entendermos o panorama e direcionar o planejamento das ações. Por exemplo, se em determinado local verificamos que produtores ainda não adquiriram vacina eles são contactados e alertados pelos servidores do Instituto”, explica Renan Tomazele, diretor técnico do Indea-MT.

Apesar de quase 90% das doses de vacina já estarem vendidas, o número ainda é baixo se comparado às comunicações feitas ao órgão estadual. Por isso, Tomazele reforça a necessidade de o pecuarista vacinar e comunicar imediatamente à unidade local. Para fazer isto, pode se dirigir pessoalmente, com todas as medidas de segurança, ou enviar um e-mail para a unidade local (clique aqui), anexando a nota fiscal de compra da vacina.

Thielli Bairros | Sedec – MT

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