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Sema orienta população sobre risco de alimentar animais nos Parques Estaduais

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A alimentação inadequada é prejudicial ao animal silvestre e traz riscos, tanto aos bichos quanto a população, gera um desequilíbrio na cadeia alimentar e é proibido por lei

Renata Prata | Sema/MT

Animais no Parque Mãe Bonifácia – Foto por: Christiano Justino/ Sema

Animais no Parque Mãe Bonifácia

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) orienta a população a não alimentar os animais dos parques estaduais por conta própria. A alimentação inadequada é prejudicial ao animal silvestre e traz riscos, tanto aos bichos quanto a população, gera um desequilíbrio na cadeia alimentar e é proibido por lei.

O Parque Estadual Mãe Bonifácia, o mais frequentado pela população, tem bebedouros distribuídos pela unidade, com manutenção diária e tanque perene de mais ou menos 3x5m. Os animais são monitorados pela gerência do parque que pede auxílio aos técnicos da pasta sempre que são necessárias ações para manter o bem estar animal e evitar que tenham a saúde debilitada.

Os parques urbanos estaduais são Unidades de Conservação e possuem Plano de Manejo com regras específicas, como o não fornecimento de alimentos a animais de vida livre. Tal medida é necessária para não causar um desiquilibro na cadeia alimentar tendo em vista que eles deixarão de procurar alimentos em seu habitat natural. A legislação prevê multa de R$ 500 a R$ 10 mil reais para atividades ou condutas em desacordo com os objetivos da unidade de conservação, o seu plano de manejo e regulamentos específicos.

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A dieta inadequada de animais silvestres pode levar a óbito, tanto por alimentos em excesso como pelos que não são apropriados a espécie, alerta o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, o médico veterinário Christiano Justino. “Todos os animais de vida livre passam o dia em busca de comida, só param de andar em horários de sol mais quente e a noite, quando se recolhem. É comum eles se aproximarem das pessoas que estão com comida, não necessariamente por fome mas por uma questão cultural, das pessoas lhes fornecer comida com objetivo de que os animais se aproximem para tirar uma foto ou para acariciar e pegar, fazendo com que estes animais se acostumem e vire um hábito deles”.

Os animais das Unidades de Conservação só devem ser alimentados em necessidade extrema e comprovada, explica o coordenador. “Os saguis se alimentam especialmente de insetos, broto de flor, frutas silvestres e seivas, sendo este último uma alternativa importante no período de seca. É necessária a conscientização de que alimentos inadequados ou em excesso trazem risco de intoxicação, podem ocasionar indigestão e causar a mortandade dos bichos. O animal de vida livre nasceu naquele ambiente e sabe as adversidades do local e é comum que em épocas de estiagem eles percam peso”.

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A coordenadoria de Unidades de Conservação da Sema ressalta que o habito incorreto das pessoas de alimentar animais silvestres traz  risco também aos usuários do parque, que podem ser atacados para se ter o alimento, já que o bicho associa a presença do ser humano a fonte de alimento fácil. Desta forma os animais podem adquirir o hábito de fazer pequenas subtrações de transeuntes e de vizinhos.

As gerencias dos parques estaduais estão abertas e quaisquer dúvidas sobre regras do parque e hábitos alimentares animais podem ser sanadas junto com os servidores que atuam no local. As frutas que forem levadas pelos usuários podem ser entregues aos vigilantes ou diretamente na administração das Unidades de Conservação que farão a distribuição correta caso o alimento faça parte dos hábitos alimentares dos animais silvestres.

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Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia

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A população desocupada no Brasil, que era de 10,1 milhões em maio, passou para 12,3 milhões em julho, e, em agosto, atingiu 12,9 milhões de pessoas, um aumento de 27,6% desde maio. A taxa de desocupação aumentou em 0,5 ponto percentual de julho para agosto, passando de 13,1% para 13,6%.

Os dados constam da edição mensal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19) , divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, a Pnad Covid-19 estimou a população ocupada do país em 84,4 milhões de pessoas, com aumento de 0,8% em relação a julho, mas ainda acumulando redução de 2,7% em relação a maio.

A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (2,3%). As regiões Nordeste, com 14,3%, e Norte, com 10,3%, apresentaram as maiores variações.

A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 16,2%, maior que a dos homens, com 11,7%, sendo que a diferença também foi verificada em todas as grandes regiões. Por cor ou raça, no Brasil e em todas as grandes regiões, a taxa era maior entre as pessoas de cor preta ou parda (15,4%) do que para brancos (11,5%).

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Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores, de 23,3% para aqueles de 14 a 29 anos de idade. Por nível de escolaridade, aqueles com nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas, 6,8%.

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