conecte-se conosco


Educação

Seduc será responsável por encaminhar às escolas sugestão para reposição de aulas

Publicado

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) encaminhará, esta semana, às escolas estaduais que estavam paralisadas, documento orientativo e uma minuta com sugestão de calendário para a reposição das aulas. Ao todo, foram 75 dias de paralisação, porém serão repostos 42 dias letivos.

Parte das escolas paralisadas retomaram as aulas nesta segunda-feira (12.08) e as demais voltam na quarta-feira (14).

Conforme a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, a elaboração do calendário de reposição ocorrerá pelas próprias escolas, juntamente com os Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Secretaria de Estado de Educação.

“É importante ressaltar que a Seduc não está inerte diante de todo esse processo. Encaminharemos às unidades escolares um documento orientativo e uma proposta de calendário para reposição dos 42 dias letivos”, explicou a secretária, lembrando que dos 75 dias de paralisação, 33 são de sábados, domingos e feriados, o que não conta como dia letivo.

Conforme a sugestão da Seduc para as escolas que aderiram à greve, as aulas serão retomadas nesta segunda-feira (12) ou na quarta-feira (14) e o ano letivo de 2019 será finalizado por volta de 15 de fevereiro de 2020. Logo após essa data, haverá um período de férias de 30 dias. O ano letivo de 2020 para essas escolas começará na segunda quinzena de março.

“Em 2020, a Seduc terá dois calendários vigentes, um para as escolas que não aderiram à greve e que começarão o ano letivo em fevereiro e outro para as escolas que estavam paralisadas, cujo ano letivo está previsto para começar por volta de 23 de março”, acrescentou a secretária.

Pagamento dos salários

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o Governo do Estado fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.  

A proposta do Governo do Estado para encerrar a greve foi feita na última segunda-feira (05.08) e contemplou não apenas os profissionais lotados na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas todos os servidores públicos estaduais, com o objetivo de assegurar a Revisão Geral Anual (RGA) e os demais aumentos previstos em lei.

Na proposição apresentada, assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

FONTE: Governo do Estado de Mato Grosso

 

Leia mais:  PRF encontra armas em bagagem de passageiro

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Jovem com paralisia cerebral se forma em enfermagem em Mato Grosso

Publicado

Uma jovem de 24 anos que tem paralisia cerebral se formou em enfermagem pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Bruna Mikaelle Salapata colou grau no último dia 8. Ela contou que sofreu preconceito porque as pessoas não compreendiam a condição física dela.

O curso de enfermagem tem duração regular institucional de cinco anos. A formanda iniciou os estudos em meados de 2013. Ficou um ano sem estudar devido a problemas de saúde, entre 2015 e 2016. A colação de grau foi em agosto deste ano.

Bruna disse ao G1 que sofreu preconceito e que algumas pessoas não a respeitavam e não a ajudavam, apesar da limitação física dela, aparente pelo uso de muletas e mobilidade reduzida.

“Eu já caí várias vezes no chão no ponto de ônibus, na fila, porque as pessoas me empurravam. E mesmo eu caída no chão não me ajudavam mesmo assim, algumas. Eu ouvia que eu podia esperar na fila, pois já teriam que me ceder lugar no ônibus. Infelizmente, não entendiam o meu problema”, contou.

Marlene Salapata, mãe de Bruna, contou que descobriu a doença da filha quando ela tinha um ano e meio de idade. A paralisia cerebral comprometeu a mobilidade. Ela não tem coordenação nos membros inferiores, nas pernas. A causa foi uma complicação durante a gestação.

A mãe disse que, aos seis meses de gravidez, a bolsa rompeu e Bruna ficou 72 horas sem oxigenação no cérebro, o que comprometeu a saúde da filha. Com quatro anos de idade, Bruna realizou a primeira cirurgia e, desde então, faz acompanhamento médico e uso frequente de medicamentos.

“No início foi difícil, pois não aceitavam a condição de saúde dela. Mas sempre a incentivamos. Dizíamos para seguir em frente e continuar no caminho, pois iria conseguir”, relatou Marlene, ao contar que a filha teve muitas dificuldades e sofreu preconceito tanto na rua quanto na instituição de ensino.

A coordenadora do curso de enfermagem, Daniela do Carmo Oliveira Mendes, disse que a aluna sempre foi dedicada e interessada. Os professores tinham um apreço por Bruna e que a turma compreendia a atenção dada à ela. A faculdade tem protocolos de acessibilidade e que, segundo ela, foram cumpridos com zelo.

Daniela explicou que a aluna teve todo o apoio pedagógico do curso e da instituição e também dos acadêmicos. Impressionava o incentivo dos colegas para os compromissos acadêmicos e para o deslocamento até as unidades de saúde para a realização de estágios supervisionados, pois se preocupavam com ela.

“A reflexão que a vivência diária nos trouxe, apesar de todas as dificuldades demandadas pelas limitações físicas, foi de que vale a pena. A oferta de uma educação superior inclusiva, gratuita e participativa contribui bastante para formação de profissionais competentes, éticos e compromissados com a consolidação de uma sociedade mais humana e democrática”, disse Daniela.

Bruna contou que teve diversas dificuldades que comprometeram a aprendizagem dela durante o curso, mas que nunca desistiu e conseguiu continuar. Nas aulas práticas e no estágio supervisionado tinha que ficar de pé e sentia muitas dores, mas ficava em sala de aula e até estendia o horário para terminar o que foi proposto pelos professores.

Ela relatou que os professores adaptaram alguns exercícios práticos para que conseguisse realizar. Como passagem de sonda, o preparo de medicamentos e a administração de remédios, entre outros ofícios da função de enfermagem.

A mãe disse que, na maioria das vezes, após o término das aulas, a filha tinha que ir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tomar injeção para aliviar as dores que sentia no quadril. Bruna está aguardando uma cirurgia que deve ser feita em São Paulo.

Bruna disse que foi uma experiência maravilhosa concluir o curso, mas que a ficha ainda não caiu. O sonho agora é trabalhar na função, pois existe preconceito no mercado de trabalho e entre pacientes, buscar especialização e ampliar o conhecimento com mestrado e doutorado.

Durante a entrevista, Bruna se diz muito feliz com a conquista pessoal. Ela disse que sente gratidão a todos que contribuíram para a realização de um sonho, mas que em especial dedicava o diploma a mãe, Marlene Salapata, as professoras Thalise Hattori, Pollyanna de Siqueira Queiroz e Priscila Mendes.

Aos amigos e colegas de curso, Edsel Pereira, Jessica Kayane, Jeniffer Marcielly, Renato Furtado e Gabriela Souza.

“Espero inspirar outras pessoas com deficiência a lutarem pelos seus sonhos e a vencerem o preconceito, pois temos apenas uma limitação e somos capazes de fazer e ser quem a gente desejar. A maior limitação está na mente humana em não aceitar as pessoas como elas são de verdade”, manifestou Bruna.

Atualmente, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem 69 alunos com algum tipo de necessidade especial.

FONTE: G1 MT

Comentários Facebook
Leia mais:  Ordem de decisão: assessor de Mirassol D'Oeste é condenado a escolher entre advocacia e cargo público
Continue lendo
publicidade

Pontes e Lacerda

publicidade

Polícia

Cidades

Mais Lidas da Semana