conecte-se conosco


Geral

Rio inaugura maior roda-gigante da América Latina em novembro

Publicado

A roda-gigante Rio Star será a maior da América Latina, com 88 metros de altura, e a volta completa vai durar 15 minutos. O público se acomodará em 54 gôndola [cabine] com capacidade para até oito passageiros, e os passeios vão ocorrer das 10h às 18h, com a possibilidade de horário estendido na alta temporada.

“Acredito muito que o público carioca vai abraçar a roda-gigante, que vai querer vir conhecer e ter essa visão a 88 metros de altura”, disse o diretor executivo da FW Investimentos, holding que administra a Rio Star, Fábio Bordini.

Sem revelar as promoções, Bordini promete que haverá preços especiais para cariocas, que devem ser parte importante do público, estimado em 3 mil pessoas por dia. Fazendo as contas, são cerca de 1 milhão de pessoas por ano.

A montagem da estrutura metálica que já se destaca na paisagem da zona portuária do Rio de Janeiro terminou na semana passada, e técnicos do país asiático agora trabalham na finalização elétrica e hidráulica da atração, que receberá seus primeiros visitantes na segunda quinzena de novembro. Foram três carregamentos de navio para trazer todo o material da Roda Gigante Rio Star da China.

Leia mais:  Bombeiros localizam mais um corpo nas buscas em Brumadinho

O projeto nasceu de uma licitação da Prefeitura do Rio de Janeiro para a construção de um parque temático na região, próxima do Aquário do Rio de Janeiro. Diretor executivo da FW Investimentos, holding que administra a Rio Star, Fábio Bordini, conta que a obra começou em dezembro do ano passado, e o maior desafio foi “tropicalizar” a Roda Gigante, 100% encomendada na China.

“Fomos para a China com nossos engenheiros e especificamos como deveria ser a estruturação toda, para que ela viesse para o Brasil preparada para a questão da maresia, situação do mar, tipo de aço. Tudo isso foi feito anteriormente”, diz o executivo.

Os ingressos vão custar R$ 59, mas quem comprar pela internet terá R$ 10 de desconto. Na primeira fase de operação, entre novembro e a primeira quinzena de dezembro só serão vendidos ingressos na bilheteria. Somente após a inauguração oficial, marcada para dezembro, será possível fazer a compra antecipada pela internet.

Empregos diretos

Nos próximos dias, a roda gigante será repintada, para cobrir danos causados no acabamento pela viagem de navio. Também estão em fase de conclusão a construção do restaurante, da sede administrativa e da loja de souvenirs, que vão compor o complexo. O primeiro giro da estrutura deve acontecer nos próximos 10 dias, entre 25 e 30 de outubro.  

Leia mais:  Salão Carioca do Livro começa hoje no Rio

A Rio Star deve gerar 60 empregos diretos e mais 60 indiretos, e parte dessas vagas foi reservada para moradores da região, especialmente do Morro da Providência, que é vizinho da atração turística. Uma fila se formou na Estação Gamboa do Teleférico da Providência na semana retrasada, e mais de 900 pessoas se cadastraram para concorrer às vagas, que incluem atendimento ao cliente, caixa, vendedor de loja e gastronomia. A parte das vagas ligada à operação técnica da roda gigante já está preenchida por profissionais que acompanham a execução do projeto.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), Tarquínio de Almeida, afirma que a expectativa para a inauguração é a melhor possível, porque a Rio Star se tornou um atrativo para intenções de negócios e eventos na região. A companhia representa a prefeitura na gestão urbana da região do porto, que é concedida à Concessionária Porto Novo. 

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC Geral

Comentários Facebook
publicidade

Geral

Rio de Janeiro vai ganhar Centro Cultural da Herança Africana

Publicado

por

O  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou hoje (21), edital de licitação para contratação do projeto executivo de restauro e adequação das Docas Dom Pedro II, que passará a integrar o circuito conhecido como Pequena África. Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, este é um lugar simbólico da herança afro-brasileira por ter sido ponto de desembarque dos escravos no Porto do Rio.

No local vai funcionar o Centro de Interpretação do Cais do Valongo e o centro cultural dedicado à herança africana, sob a gestão da Fundação Palmares. No local vai funcionar também o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (Laau), centro de referência ligado ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), da prefeitura do Rio de Janeiro. O laboratório abriga cerca de 1,5 milhão de artefatos encontrados durante as escavações do sítio.   

O espaço de dois andares e 14 mil metros quadrados terá investimento de R$ 2 milhões. O imóvel, atualmente ocupado pela ONG Ação da Cidadania, pertence à União. A ONG firmou acordo e será transferida para o Galpão da Gamboa, de propriedade da prefeitura.  

Leia mais:  Bombeiros localizam mais um corpo nas buscas em Brumadinho

De acordo com o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Manoel Vieira, este “será o primeiro centro de interpretação no estado. O conceito fundamental é funcionar como espaço de acolhimento e recepção de turistas e visitantes, com informações sobre patrimônio e turismo, e os valores culturais preservados no Cais do Valongo. O antigo prédio das Docas Pedro II se demonstra o espaço mais adequado, por dialogar com o sítio sensível”. 

Descoberta

O sítio arqueológico do Cais do Valongo foi revelado em 2011, em meio às obras da zona portuária do Rio de Janeiro, durante o processo de licenciamento ambiental com participação do Iphan. É o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados no Brasil. Foi o maior porto de desembarque do tráfico negreiro nas Américas, por onde passaram cerca de um milhão de escravos, somente no século XIX. Lugar de memória de uma história que a humanidade não pode esquecer, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2017.  

Docas Dom Pedro II

O edifício das antigas Docas Dom Pedro II integra a região atualmente conhecida como Pequena África, roteiro na região portuária do Rio de Janeiro, com lugares históricos que marcam a Diáspora Africana no Brasil. O local é espaço simbólico para a comunidade afrodescendente que, rapidamente, após a realização das pesquisas arqueológicas, converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história. 

Leia mais:  Vítimas da queda de avião em Maraú continuam internadas em Salvador

Ações de conservação

A conservação do Cais do Valongo é parte do plano desenvolvido pelo governo brasileiro para valorizar o reconhecimento mundial, conferido pela Unesco. Além do restauro das ruínas, haverá a construção de um museu a céu aberto ao redor do sítio arqueológico. O local receberá iluminação cênica, sinalização direcional e sistema de segurança por câmeras.  

As obras ao redor do Valongo, já iniciadas, são executadas pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), com a assessoria técnica do Iphan, contando com investimentos de R$ 2,1 milhões do consulado dos EUA e outros R$ 2,1 milhões da empresa chinesa State Grid Brazil Holding.

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC Geral

Comentários Facebook
Continue lendo
publicidade

Pontes e Lacerda

publicidade

Polícia

Cidades

Mais Lidas da Semana