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Agronegócio

Região Oeste de Mato Grosso avança e entra em nova fase de crescimento

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A região de Mato Grosso na fronteira com a Bolívia passou por diferentes processos desenvolvimento ao longo da história para garantir a ocupação das áreas e atualmente a integração de tecnologias nas atividades econômicas aumenta a expectativa de uma nova fase de crescimento. Mais de 1,3 milhão de cabeça de gado bovino, cerca de 2 milhões de hectares plantados de soja, algodão e milho, cinco indústrias frigoríficas, campus universitário. Em números, isso resume um pouco da região do Guaporé.

A chegada da agricultura na região traz aos antigos produtores a perspectiva de aumentar a renda e agregar valor à pecuária de corte. Aos poucos, a soja e o milho passam a ocupar parte dos campos e os primeiros silos começam a ser construídos. Junto a isso, o início das operações na hidrovia do rio Paraguai, ligando Cáceres a Corumbá, e a retomada das obras da Zona de Processamento para Exportação (ZPE) devem acelerar o desenvolvimento econômico da região.

Não é de hoje que a região Oeste passa por ciclos de crescimento, desde o tempo da colonização, havia preocupação em ocupar a região. Primeiramente para não perder as terras para os espanhóis, visto que ultrapassava o limite do Tratado de Tordesilhas – acordo Portugal e Espanha que dividia leste e oeste da América do Sul entre eles. Anos depois, já na segunda metade do século XX, a preocupação do governo era colonizar a região da fronteira que já estava novamente esvaziada.

Foi nesta segunda fase de ocupação, entre os anos de 1950 e 1970, que surgiram grande parte dos municípios, como Pontes e Lacerda e Nova Lacerda. João Carlos Vicente Ferreira, historiador, explica que a ocupação da imensa região Oeste com fins econômicos ocorre com os programas de incentivo do governo federal. A mineração é a primeira atividade sistematizada e depois é seguida pela pecuária e agricultura.

O pecuarista Pedro Lacerda, que possui propriedade em Vila Bela da Santíssima Trindade, conta que seu pai começou a trabalhar com compra de gado ainda na década de 40. “Meu pai vinha de Cáceres comprar gado na Vila Bela para as charqueadas. Depois, em 1958 eu comprei a primeira fazenda”. O produtor ainda não faz integração com agricultura, mas acredita que este é um caminho sem volta para os produtores da região. “Estamos vendo a soja chegar e com a hidrovia, os custos devem reduzir. A agricultura reduz os custos da pecuária e garante uma renda melhor. Vamos viver um novo tempo”.

O incremento do desenvolvimento agrícola na região, em consórcio com a pecuária, traz um enorme ganho em qualidade de vida à população que passa a ter  uma melhor remuneração  devido aos investimentos em mão-de-obra e qualificação. O comércio também cresce dando suporte ao aumento de produção e até o poder público tem sua arrecadação aumentada com o crescimento em cadeia.

Lacerda também acredita que a tão sonhada ZPE também deverá beneficiar a região com a chegada de indústrias até Cáceres. “Teremos mais agroindústrias na região e isso vai incentivar os produtores a investir para colocar tecnologia”.

O governo estadual anunciou em fevereiro deste ano a retomada das obras da ZPE, que é uma área de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior. As empresas que se instalam em ZPE têm acesso a tratamentos tributário, cambiais e administrativos específicos.

O historiador João Carlos Vicente Ferreira conta que a região passa por um período de valorização após a consolidação das atividades agropecuárias. “É interessante o registro de que até a década de 1960/70 nessa região compravam-se terras a custos baixíssimos ou eram, em via de regra, oferecidas como moeda de troca para ocupação ordenada, com fins colonizadores. Atualmente as áreas agrícolas, geralmente as de topografia plana, tem valor aviltado, pois produzem bem e se valorizaram. Da mesma forma as de área de pastagens para o gado bovino de corte”.

(Com assessoria de imprensa)

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Agronegócio

Vacinação contra a febre aftosa segue até quarta-feira (10) em Mato Grosso

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Os pecuaristas mato-grossenses têm até a próxima quarta-feira (10.06) para vacinar o rebanho  estadual de quase 30 milhões de cabeças de gado contra a febre aftosa. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), até o momento foi comunicada a imunização de 67,21% do gado em 66,93% das propriedades rurais com bovinos. Os pecuaristas devem comunicar a vacinação até 20 de junho, por e-mail ou presencialmente.

Devido à pandemia do novo coronavírus, houve adequação dos procedimentos previamente à realização desta etapa de vacinação, por meio de videoconferência entre serviço público e iniciativa privada. Também houve a descentralização dos atendimentos de forma itinerante nos assentamentos rurais e barreiras sanitárias da fronteira com a Bolívia sem prejuízo ao atendimento aos produtores rurais na unidades locais do Instituto nos municípios.

“Os dados de venda de vacinas e comunicação ao Indea-MT são avaliados diariamente e comparados ao mesmo período dos anos anteriores para entendermos o panorama e direcionar o planejamento das ações. Por exemplo, se em determinado local verificamos que produtores ainda não adquiriram vacina eles são contactados e alertados pelos servidores do Instituto”, explica Renan Tomazele, diretor técnico do Indea-MT.

Apesar de quase 90% das doses de vacina já estarem vendidas, o número ainda é baixo se comparado às comunicações feitas ao órgão estadual. Por isso, Tomazele reforça a necessidade de o pecuarista vacinar e comunicar imediatamente à unidade local. Para fazer isto, pode se dirigir pessoalmente, com todas as medidas de segurança, ou enviar um e-mail para a unidade local (clique aqui), anexando a nota fiscal de compra da vacina.

Thielli Bairros | Sedec – MT

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