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Agronegócio

Rally da Pecuária passará por Pontes e Lacerda realizando expedição de caráter técnico

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Rally da Pecuária 2019, maior expedição técnica privada sobre a pecuária bovina de corte no Brasil, chegou a  Mato Grosso nesse domingo (21), após avaliar áreas no Rio Grande do Sul, Paraná e em Mato Grosso do Sul. Técnicos da Equipe 3 visitarão propriedades nas regiões de Cáceres, Barra do Bugres, Mirassol D’Oeste, Pontes e Lacerda, Comodoro e finalizarão essa etapa em Vilhena (RO), no dia 27. Na quinta (25), ocorrerá o evento técnico para produtores e profissionais do setor em Pontes e Lacerda e abordará o tema “É tempo de colheita! A pecuária em fase de alta”.

Inscrições podem ser feitas através do site  da equipe Rally da Pecuária clicando no nome do município. O Evento ocorrerá no espaço Tim, localizado na rua Luiz Pereira Cosme, 171, Santa Lúcia. As 18:30 horas.

Os técnicos estarão em Mato Grosso para coletar informações qualitativas por meio do contato direto com produtores e técnicos, e quantitativas, por meio de amostragem de pastos, índices zootécnicos, composição do rebanho, estimativa de confinamento, sistema de gestão e produção, permitindo uma avaliação das produções e realidades regionais.

Assim como na maioria das principais praças pecuárias, o peso médio da carcaça aumentou ao longo dos últimos anos, consequência da melhoria genética e, principalmente, das estratégias de nutrição do rebanho. Mato Grosso, no entanto, é o recordista em peso de macho abatido no Brasil. Único Estado a passar das 20 arrobas por macho abatido, na média do abate fiscalizado, é também o que mais agregou peso em 20 anos, junto com Goiás. No período, ambos os Estados somaram 3,4 arrobas e 3,7 arrobas, respectivamente, por macho abatido.

Dinamismo e ousadia para incorporação tecnológica, disponibilidade de grãos e resíduos da agroindústria e avanço dos sistemas integrados de produção tornam a pecuária mato-grossense uma das mais dinâmicas do país.

Dentre o perfil do público do Rally da Pecuária entrevistado nos últimos três anos, Mato Grosso é também um dos estados com maior concentração dos produtores de maior aporte tecnológico. A quantidade de produtores que ultrapassa a produtividade de 18 arrobas/hectare/ano – quatro vezes acima da média nacional – soma 20% dos entrevistados. Esses produtorescomercializam 66% do total vendido pelo público das últimas três edições do Rally da Pecuária. O nível de concentração só é superado pelos estados de São Paulo e Goiás.

Há pelo menos quatro edições, a concentração dos produtores é um dos temas mais discutidos nos eventos do Rally da Pecuária. “Nosso objetivo é alertar os pecuaristas para que busquem se adaptar às tendências de mercado”, diz Maurício Palma Nogueira, diretor da Athenagro e coordenador da expedição.

De acordo com dados pré-Rally, estima-se que apenas 7% dos pecuaristas obtinham algum lucro operacional na atividade, porém movimentam mais de 50% do rebanho brasileiro. Nessa situação, a tendência é que os produtores mais lucrativos cresçam em detrimento dos que estão em maior dificuldade para registrar bons resultados. “Os preços mais altos favorecem ainda mais essa concentração, visto que pecuaristas com escalas maiores de produção colherão melhores resultados por área em relação ao ano anterior. Os de baixa produtividade, por outro lado, ficarão praticamente na mesma situação. E a régua de competição do Mato Grosso é uma das mais altas do país”, reforça Nogueira.

A Athenagro, que organiza o Rally da Pecuária junto com a Agroconsult, ainda avalia a tendência de iniciar um novo ciclo de concentração na indústria frigorífica. Com os preços pecuários em alta e o segmento do couro vivendo um momento delicado, os frigoríficos focados no consumo interno de carcaça terão mais dificuldades de operar.

“Os primeiros dados de abate, divulgados pelo IBGE, reforçam a nossa estimativa. Em 2019 haverá uma formalização do mercado e o perfil de abate estará mais favorável aos frigoríficos com fiscalização federal e, em parte, fiscalização estadual”, diz Nogueira. “Mesmo que as indústrias não troquem de mãos, a participação dos abates e das vendas ficará mais concentrada”, avalia.

A consultoria ainda estima que a produção total de carne recue em 2019, quando comparada com 2018. No entanto, o abate fiscalizado aumentará. Com as exportações em alta, o ambiente favorece o aumento dos preços do gado, situação que já vem se confirmando. Mato Grosso tem o maior rebanho do país e continua em expansão.

Nesse cenário, as equipes do Rally da Pecuária debaterão com pecuaristas e técnicos para levar informações de mercado, tendências observadas nas últimas edições e buscar informações do campo. Ao todo, ao longo do trajeto das 7 equipes, o Rally da Pecuária terá 8 eventos, além de 14 oficinas da produtividade, encontros e debates com produtores e técnicos ao longo do trajeto.

Roteiro

A expedição técnica concentrará o roteiro em cerca de 50 mil quilômetros nas principais regiões pecuárias de 10 estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Rally pecu�ria

Equipes do Rally da Pecuária percorrem diversos municípios, visitando propriedades rurais

O início das atividades em campo foi no Rio Grande do Sul entre os dias 1 e 6 de julho, quando os técnicos da Equipe visitaram as regiões de Porto Alegre, Pelotas, Dom Pedrito, Alegrete e Santa Maria. A Equipe 2 esteve no Paraná entre os dias 7 e 8, nas regiões de Cascavel e Umuarama, seguindo então ao Mato Grosso do Sul, para avaliar as regiões de Caarapó e Jardim, concluindo a etapa em Campo Grande no dia 12.

A Equipe 4 iniciará as visitas nas regiões de Rolim de Moura, Ji-Paraná e Ariquemes, finalizando o trecho em Porto Velho no dia 1º de agosto. Os técnicos da Equipe 5 começarão os trabalhos em 12 de agosto em Marabá, no Pará, percorrendo as regiões de Xinguara e Redenção. Nos dias 16 e 17, avaliarão a região de Araguaína, no Tocantins.

A partir do dia 18 de agosto, a Equipe 6 estará em Palmas e Peixes, também no Tocantins, seguindo então para Goiás, nas regiões de São Miguel do Araguaia, Mozarlândia e Jussara, finalizando os trabalhos na capital, Goiânia, no dia 24.

A Equipe 7 sairá de Goiânia no dia 2 de setembro, com destino a Minas Gerais, onde visitará áreas em Prata e Iturama. No dia 5, chegará a Barretos e concluirá as atividades de campo em Marília, no dia 6. Até o dia 12 de setembro, serão finalizadas as análises dos dados obtidos em campo.

O Rally da Pecuária é organizado pela Athenagro e pela Agroconsult e patrocinado por CortevaAgriscience, Ourofino Saúde Animal, BellmanTrouwNutrition, Santander e Amarok / Volkswagen, com apoio do Webmotors, FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ABIEC (Associação brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e JetBov.

FONTE: Extra MT

 

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Agronegócio

Vacinação contra a febre aftosa segue até quarta-feira (10) em Mato Grosso

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Os pecuaristas mato-grossenses têm até a próxima quarta-feira (10.06) para vacinar o rebanho  estadual de quase 30 milhões de cabeças de gado contra a febre aftosa. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), até o momento foi comunicada a imunização de 67,21% do gado em 66,93% das propriedades rurais com bovinos. Os pecuaristas devem comunicar a vacinação até 20 de junho, por e-mail ou presencialmente.

Devido à pandemia do novo coronavírus, houve adequação dos procedimentos previamente à realização desta etapa de vacinação, por meio de videoconferência entre serviço público e iniciativa privada. Também houve a descentralização dos atendimentos de forma itinerante nos assentamentos rurais e barreiras sanitárias da fronteira com a Bolívia sem prejuízo ao atendimento aos produtores rurais na unidades locais do Instituto nos municípios.

“Os dados de venda de vacinas e comunicação ao Indea-MT são avaliados diariamente e comparados ao mesmo período dos anos anteriores para entendermos o panorama e direcionar o planejamento das ações. Por exemplo, se em determinado local verificamos que produtores ainda não adquiriram vacina eles são contactados e alertados pelos servidores do Instituto”, explica Renan Tomazele, diretor técnico do Indea-MT.

Apesar de quase 90% das doses de vacina já estarem vendidas, o número ainda é baixo se comparado às comunicações feitas ao órgão estadual. Por isso, Tomazele reforça a necessidade de o pecuarista vacinar e comunicar imediatamente à unidade local. Para fazer isto, pode se dirigir pessoalmente, com todas as medidas de segurança, ou enviar um e-mail para a unidade local (clique aqui), anexando a nota fiscal de compra da vacina.

Thielli Bairros | Sedec – MT

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