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Agronegócio

Programa vai investir R$ 265 milhões na regularização e permanência do agricultor no campo em MT

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Em Mato Grosso, cerca de 127 mil famílias sobrevivem diretamente da agricultura familiar, entre assentados e proprietários de pequenas áreas particulares

Lorena Bruschi | Secom-MT

O uso da tecnologia no campo é o diferencial das ações do programa, que permite que o agricultor possa produzir mais e melhor

O maior programa de investimentos da história de Mato Grosso, o Mais MT, prevê R$ 265 milhões para ações na área de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária. Este é um dos 12 eixos temáticos contemplados pelo programa, que deve investir R$ 9,5 bilhões em quatro anos (2019-2022).

Conforme o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, as ações do MT Produtivo, já em execução pela pasta, receberão o total de R$ 185 milhões. O montante será utilizado principalmente para aquisição de equipamentos e maquinários, implantação da assistência técnica on-line, apoio às cadeias produtivas e ampliação dos canais comerciais.

“O programa Mato Grosso Produtivo vai dar condições para que aquele produtor da agricultura familiar possa trabalhar, ganhar dinheiro, ter qualidade de vida no campo e continuar desenvolvendo as suas atividades na sua propriedade. Se você pegar os últimos 10 anos, foram investidos em torno de R$ 10 milhões por ano. Hoje a realidade é diferente”, ressalta, sobre a importância dos investimentos na área.

Com o Mais MT, o investimento anual do Governo para a agricultura familiar passa a ser de mais de R$ 45 milhões ao ano, mais de quatro vezes mais do que a média da última década.

O uso da tecnologia no campo é o diferencial das ações do programa, que permite que o agricultor possa produzir mais e melhor, com maquinários, assistência, e tecnologia adequada ao cultivo.

“Ficou para trás o agricultor que usa a própria força, a enxada para o cultivo. A tecnologia será importante para que a economia possa se desenvolver, crescer, para que possamos ver o Estado rico para todos aqueles que querem trabalhar e construir”, afirma Silvano.

Em Mato Grosso, cerca de 127 mil famílias sobrevivem diretamente da agricultura familiar, entre assentados e proprietários de pequenas áreas particulares, em todos os municípios do Estado. “Temos hoje municípios com 40 famílias de agricultores, e casos como Colniza, que possui quase 4 mil. Este é o público alvo do programa”, pontua.

Regularização fundiária

E a regularização fundiária anda de mãos dadas com as melhores condições de vida no campo, afirma o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim de Barros.

Com o Mais MT, o Intermat investirá R$ 80 milhões no programa Regulariza MT, que inclui ações de ampliação da estrutura para regularização urbana e rural e execução do Programa Terra a Limpo. 

“Estamos implantando o programa de regularização fundiária em todos os municípios de Mato Grosso. Inicialmente, o carro chefe é o Programa Terra a Limpo, que investirá R$72,9 milhões e irá viabilizar o assentamento de 70 mil famílias rurais, o que envolve o Intermat e o Incra dentro do convênio”, explica o presidente.

O Terra a Limpo tem o objetivo central de promover a resolução de conflitos e a segurança jurídica pela posse da terra, beneficiando famílias de agricultores de 87 municípios, com recursos do Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Serafim ressalta o trabalho de emissão de títulos urbanos no Estado, principalmente na Baixada Cuiabana. “Temos a missão de regularizar mais de 30 mil lotes que estão pendentes, são famílias que estão aguardando a regularização há mais de 30 anos. A política de regularização fundiária é muito importante no âmbito social, econômico e também ambiental”.

O Mais MT foi lançado pelo governador Mauro Mendes na última quarta-feira (28.10). O programa que prevê o maior investimento da história está dividido em 12 eixos estruturantes, que atendem as seguintes áreas: Segurança; Saúde; Educação; Social e Habitação; Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda; Infraestrutura; Turismo; Cultura, Esporte e Lazer; Simplifica MT; Eficiência Pública; Meio Ambiente; Agricultura Familiar e Regularização Fundiária.

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Agronegócio

MT: preço do milho salta 73% em dois meses e assusta suinocultores

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Encarecimento do cereal impulsiona custos e comprime margens das granjas; preocupação é ainda maior com a baixa disponibilidade do grão durante a entressafra

No estado que mais produz milho no Brasil, Mato Grosso, a escassez do grão na entressafra coloca em alerta os criadores de suínos. Nos últimos dois meses, o preço médio da saca do cereal subiu de R$ 36,72 para R$ 63,58. Um salto de 73% que tem pesado no bolso dos suinocultores. O milho é o principal ingrediente usado na ração dada aos animais.

O impacto nas granjas só não é maior porque o setor também vive um momento de preços recordes. Impulsionado pela maior demanda pela carne suína – tanto no mercado interno quanto no externo – em uma época de oferta limitada, o valor do quilo vivo suíno chegou ao maior patamar da história no estado: R$ 7,46 em média, quase 40% a mais que o valor praticado no início de agosto.

Presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso, Itamar Canossa afirma que o custo elevado compromete a rentabilidade do produtor. “A possibilidade de mantermos uma margem de lucro confortável não vem se concretizando. Ao mesmo momento em que o suíno sobe, o custo de produção sempre sobe mais. O poder de compra do suinocultor vem caindo semana a semana a um ponto assustador e preocupante porque, até então, estamos conseguindo fechar as contas. Mas, se houver algum imprevisto no mercado (suíno), a queda do valor da carne certamente será rápida e brusca, mas os custos deverão seguir elevados”, comenta.

Além do milho, os criadores também estão preocupados com o encarecimento do farelo de soja, também amplamente utilizado na ração. De agosto para cá, a tonelada do insumo saltou 44% em Mato Grosso, saindo de R$ 1.655 para R$ 2.385,33 em média.

Segundo Canossa, a preocupação é ainda maior com o cenário que os produtores devem enfrentar nos próximos meses, quando a disponibilidade de milho e farelo de soja deve ficar ainda mais limitada. “A gente sabe que agora, nos últimos dias do ano, o farelo de soja se torna escasso. Muitas vezes até ocorre falta do produto. No caso do milho, apesar de caro, ainda há estoques no estado neste momento e a gente ainda consegue comprar o produto. Mas a gente sabe que, historicamente, nos meses de março, abril e maio sempre há falta de produto, diante dos grandes volumes exportados e a alta procura no mercado interno. O receio é que além de mais caro, não haja produto disponível”, alerta.

O presidente da Acrismat lembra ainda que, em anos anteriores, muitos suinocultores recorriam aos leilões dos estoques de milho da Conab, que aliviavam os picos de oferta restrita. Porém, a companhia não terá grãos para ofertar nesta safra. “A orientação feita pelos profissionais da Conab é que o setor pense em uma forma de contrato futuro, tanto no milho quanto na soja”, pontua Canossa, indicando que a busca pela antecipação das compras desses insumos será um caminho sem volta para os suinocultores de Mato Grosso.

Fonte: CANAL RURAL

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