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Agronegócio

Plantio irrigado aumenta mais de 200% em MT nos últimos nove anos, diz IBGE

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que plantio irrigado aumentou 214%, nos últimos 10 anos, no estado. Atualmente, a agricultura irrigada ocupa uma área de quase 80 mil hectares.

Dividida em culturas a distribuição de áreas é a seguinte:

  • Algodão – 5.944 ha
  • Arroz – 4.360 ha
  • Feijão – 65.864 ha
  • Milho – 3.767 ha

O gráfico abaixo representa a evolução da agricultura irrigada no estado, em hectares. Dados são referentes a julho deste ano.

Evolução da agricultura irrigada em MT

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) é a responsável por liberar as licenças de funcionamento para este tipo de sistema. Nos últimos nove anos liberou 227 licenças , mas apenas 198 estão vigentes.

Desde 2014 as licenças vencem num prazo de seis anos. Depois disso, é preciso fazer a renovação de uso.

Entretanto, alguns fatores impedem que o plantio irrigado cresça ainda mais. Entre eles, a energia elétrica. Por isso, muitos produtores costumam fazer a irrigação de maneira alternada e controlada.

Em uma propriedade rural de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, a irrigação é utilizada há dezessete anos. Porém, o pivô, equipamento usado para distribuição da água, é desligado entre os meses de junho e agosto para gerar economia na conta.

Com essa atitude, o produtor deixa de cultivar a chamada terceira safra. Em compensação, chegar a economizar cerca de R$ 200 mil em energia elétrica.

Em outra fazenda, também em Campo Verde, são mais de 300 hectares, onde são cultivados a soja, o milho e algodão. Entretanto, o plantio entre os meses de agosto e setembro, só é possível com a ajuda dos pivôs.

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

De acordo com o proprietário da fazenda, Sandro Gutierrez, a irrigação proporciona um certo conforto ao agricultor, porque não fica dependente apenas do período de chuva.

“A gente tem o conforto de fazer uma programação de plantio e conseguir bom resultado na germinação. Possibilita também o plantio de três culturas no ano, sem preocupação com a umidade de solo e desenvolvimento da planta “, comentou ele.

Dos dados da Agência Nacional de Águas (ANA) são diferentes do IBGE. Para a ANA, Mato Grosso ocupa a quinta posição na instalação de pivôs em lavouras.

Ainda segunda a agência, nos últimos 17 anos o crescimento da área irrigada foi de 751% com mais de 113 mil hectares. E a tendência é que cresça ainda mais.

FONTE: G1

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Agronegócio

Instalação de novas usinas de etanol de milho em MT pode gerar cerca de 10 mil empregos em 2020

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Mato Grosso pode gerar cerca de 10 mil empregos com a instalação de duas novas usinas de biocombustível em 2020, segundo um estudo realizado pela Agroicone, consultoria especializada nos temas globais do agro brasileiro e mundial.

As duas usinas estão sendo implantadas em Sorriso e Campo Novo do Parecis e devem entrar em operação no ano que vem.

Nesta semana, em alusão ao Dia Mundial da Agricultura, comemorado no dia 17 de outubro, o G1 vai publicar uma série de reportagens sobre agricultura.

Uma das usinas, em Sorriso, pode produzir cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, e tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta no estado. A outra, em Campo Novo do Parecis, deve gerar 2,5 mil vagas de trabalho.

O relatório mostra que o estado é o maior produtor nacional de etanol de milho no país. Na safra 2018/2019 foram produzidos 590,9 milhões de litros do biocombustível, que corresponde a mais de 70% da produção nacional.

A União Nacional de Etanol de Milho (Unem) prevê que pelo menos mais três usinas devem ser construídas em 2021, sendo uma em Nova Marilândia e duas em Nova Mutum, a 261 km e a 269 km de Cuiabá, respectivamente.

De acordo com os dados, uma usina que produz cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, em fase inicial, tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta.

Safra de milho em MT — Foto:  Christiano Antonucci/Secom/MTInicialmente, pode movimentar anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão na economia doméstica, incluindo o valor da produção, que é estimada em R$ 660 milhões, recolhendo R$ 80 milhões em impostos.

No entanto, quando a usina está operando em 100%, pode injetar na economia em torno de R$ 2,5 bilhões e no Produto Interno Bruto (PIB) o montante pode chegar a R$ 910 milhões, devendo arrecadar em torno de R$ 73 milhões.

Segundo a Unem, o estado têm em operação seis usinas de etanol de milho. Três delas fabricam apenas o biocombustível e as outras três produzem o biocombustível na entressafra de outros grãos.

Essas usinas estão localizadas em Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso, Jaciara, Campos de Júlio e São José do Rio Claro.

Além das usinas em Mato Grosso, o Brasil tem outras cinco usinas de produção de biocombustível derivado do milho. São três em Goiás, uma em São Paulo e uma no Paraná.

A expectativa da Unem é de crescimento elevado nos próximos anos. A entidade espera que os investimentos em logística, como na BR-163 e nas ferrovias, principalmente com vistas ao Eixo Norte, se concretize e haja a consolidação visando escoamento da produção ao Norte e Nordeste, além de um novo canal de exportação.

Nesta safra devem ser produzidas 31.241 milhões de toneladas de milho, em Mato Grosso. Na safra passada foram colhidas 31,3 milhões.

G1 MT – Sob a supervisão de Pollyana Araújo

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