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Perda auditiva pode provocar ansiedade, estresse e até depressão, alerta fonoaudióloga

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Não escutar aprisiona, separa, isola e paralisa. Inúmeras experiências são deixadas de lado pela dificuldade de ouvir. Em Mato Grosso, de acordo com o Ministério da Saúde, existem mais de cem mil pessoas com alguma dificuldade para escutar. Esse mal ainda é responsável por provocar tristeza, ansiedade e estresse, levando à depressão, doença que já atinge 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
Trazer de volta a possibilidade de viver melhor, de forma libertadora é o desejo de quem passa por isso, mas muitas vezes não sabe que é possível. Hoje, diversas estratégias são utilizadas por profissionais da saúde para ajudar um paciente a voltar ouvir. A indicação do aparelho auditivo é uma das mais comuns.
A fonoaudióloga Samia Ribeiro explica que quando as vias auditivas não são estimuladas, elas acabam perdendo a capacidade de processar os sons, fato que contribui para dificuldades de atenção e memória. O aparelho auditivo, num trabalho integrado entre família, paciente e profissional, devolve a boa comunicação e consequentemente bem-estar e qualidade de vida. “É difícil encontrar o tratamento de forma integrada em Mato Grosso e até mesmo no Brasil. Por isso, trabalho humanizando a relação com o paciente e tecnologia, através de um acompanhamento constante e individual, entendendo a necessidade de cada um, o que proporciona mais resultado. Em alguns casos, há necessidade de treinamento para que o paciente possa reaprender a ouvir”, pontua.
Ainda de acordo com a profissional, a perda auditiva pode provocar malefícios não apenas físicos, mas psicológicos também. “Baixo autoestima, pouco convívio social, e até depressão são ocasionados quando não se ouve bem. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para controlar os impactos iniciais e avançados. “Não é preciso esperar ficar surdo, ou perder parte da audição para buscar ajuda. Os aparelhos estão disponíveis para todas as idades, para todo tipo de perda sonora, discretos e acessíveis para aquisição”, dispara.
Vale destacar que em algum momento da vida, todos estão sujeitos a lidar com a perda auditiva. De acordo com a OMS, cerca de 1,1 bilhão da população mundial dos 12 aos 35 anos tem chances de apresentar perda de audição nos próximos anos.   “Meus pacientes usufruem de um protocolo único alinhando aparelhos auditivos líder do mercado, produzidos por cientistas em um Centro de Pesquisa de Audição, na Califórnia. Somos únicos em Mato Grosso com a tecnologia”, enfatiza Samia, responsável pela Audax Aparelhos Auditivos.
Genuinamente mato-grossense, a Audax está no estado há 10 anos e busca devolver ao paciente toda a interação com o mundo, oferecendo aparelhos auditivos, produtos para tratamento do Zumbido e acessórios.  “Nossa missão é melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas atendidas pela Audax, levando a melhor experiência auditiva, de forma personalizada e humanizada, conectando-as com o mundo”, afirma a profissional.

Serviço
Localizada em Cuiabá, atende em dois endereços:
Loja 01: Rua Cândido Mariano, – Centro Norte (65) 3625-5463

Loja 02: Av. Cel. Escolástico, 210 – Lixeira (65) 2127-2040
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Texto: Hernandes Cruz

Foto: Henrique Pimenta

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Mundo

Aumenta procura por divórcio durante a pandemia

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A procura por divórcio tem aumentado durante o período de isolamento social provocado pela pandemia da covid-19. Segundo a advogada da área de Família e Sucessões, Débora Guelman, o convívio intenso em virtude da quarentena tem sobrecarregado física e emocionalmente as famílias brasileiras.

“Esse isolamento social forçado pela pandemia aumenta o convívio entre os casais e justamente esse aumento do convívio gera conflitos. Por conta disso, a probabilidade de haver mais divórcios é muito maior”, disse Débora Guelman, em entrevista à Rádio Nacional.

A advogada afirma que cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres, e a reclamação mais frequente é a tripla jornada. “Essas mulheres trabalham, cuidam dos filhos e cuidam da casa. Então, elas não aguentam relacionamentos machistas”, afirmou.

No Brasil há dois tipos de divórcios. No mais simples, chamado de “extrajudicial”, casais podem se separar de forma mais rápida, pelo cartório, amigavelmente. Já o divórcio judicial ou litigioso é realizado diante de um juiz e envolve questões mais complexas como falta de consenso entre o casal, partilha de bens, pensão e guarda de filhos.

“Se divorciar não é um processo rápido, pelo contrário. É um processo demorado e muito doloroso. Principalmente no aspecto emocional e no aspecto financeiro. Então, essa decisão de se divorciar envolve diversos fatores, que são impedimentos até para pessoa efetivar esse divórcio. Normalmente, a pessoa pensa por um ano e meio, até dois anos, antes de se efetivar o pedido”, explicou Débora Guelman.

Apoio

Em Belo Horizonte, um grupo terapêutico formado por três psicólogas e a advogada Gabriela Sallit foi criado para auxiliar mulheres que estão passando por esse momento. O grupo se reúne por meio de uma plataforma online, com participação de três a seis pessoas.

“O isolamento causado pela pandemia acirrou os conflitos nas relações, mas, por outro lado, dificultou o acesso aos advogados e ao Judiciário; e a recursos essenciais em uma separação, como mudar de casa, por exemplo”, explicou a psicóloga Lívia Guimarães, uma das responsáveis pela condução do grupo.

O grupo reúne mulheres que passam pelo momento pós-divórcio e aquelas que ainda estão se preparando para tomar essa decisão.

“Muitas vezes elas não têm com quem compartilhar suas angústias, suas dores, não tem o conhecimento de outras para aprenderem, não tem o acolhimento de quem passou pelo que elas estão vivendo”, disse a psicóloga.

Segundo Lívia Guimarães, depois do atendimento em grupo, as mulheres passam por uma escuta individual para orientações específicas.

“A posteriori do grupo, ofereceremos um plantão de acolhimento individual para essas mulheres entrarem em contato e para que possamos escutá-las na sua singularidade. Não é um dispositivo terapêutico. Mas um espaço para acolher alguma demanda ou sofrimento que por ventura o grupo possa ter desencadeado”, acrescentou a psicóloga.

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