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Agronegócio

Pecuaristas podem fazer comunicação de vacinação contra aftosa por e-mail

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Dados do INDEA MT indicam que a comunicação está maior neste período que em anos anteriores

Thielli Bairros | Sedec MT

A vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso está em andamento. Cerca de 30 milhões de cabeças de gado deverão ser imunizadas até 10 de junho e a comunicação ao Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) poderá ser feita até 20 de junho.

Os pecuaristas estão se adiantando: 22,9% dos estabelecimentos rurais já comunicaram a vacinação – 9,14% a mais que na etapa passada para esta data. Até domingo (17.05), o Indea-MT registrou 24,21% dos bovinos e bubalinos já vacinados e com comunicação realizada, um aumento de 11,74% em relação à etapa passada nesta mesma data.

“Devido à pandemia do novo coronavírus, o Indea optou por antecipar a vacinação e prorrogar a comunicação ao órgão. Desta forma, conseguiremos evitar aglomerações nas lojas veterinárias e também nas unidades do Instituto em todo o Estado”, explica Luiz Fernando Flamínio, presidente do Indea-MT.

De acordo com João Marcelo Brandini Nespoli, coordenador de Sanidade Animal, há a opção de o pecuarista fazer a comunicação por e-mail. “Queremos que os produtores vacinem seu rebanho e comuniquem imediatamente ao Indea. Por isso, pensamos na facilidade de fazer pela internet seguindo o passo a passo disponível no site”, diz. As orientações encontram-se no link: https://bit.ly/3bCuctI

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Agronegócio

MT: preço do milho salta 73% em dois meses e assusta suinocultores

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Encarecimento do cereal impulsiona custos e comprime margens das granjas; preocupação é ainda maior com a baixa disponibilidade do grão durante a entressafra

No estado que mais produz milho no Brasil, Mato Grosso, a escassez do grão na entressafra coloca em alerta os criadores de suínos. Nos últimos dois meses, o preço médio da saca do cereal subiu de R$ 36,72 para R$ 63,58. Um salto de 73% que tem pesado no bolso dos suinocultores. O milho é o principal ingrediente usado na ração dada aos animais.

O impacto nas granjas só não é maior porque o setor também vive um momento de preços recordes. Impulsionado pela maior demanda pela carne suína – tanto no mercado interno quanto no externo – em uma época de oferta limitada, o valor do quilo vivo suíno chegou ao maior patamar da história no estado: R$ 7,46 em média, quase 40% a mais que o valor praticado no início de agosto.

Presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso, Itamar Canossa afirma que o custo elevado compromete a rentabilidade do produtor. “A possibilidade de mantermos uma margem de lucro confortável não vem se concretizando. Ao mesmo momento em que o suíno sobe, o custo de produção sempre sobe mais. O poder de compra do suinocultor vem caindo semana a semana a um ponto assustador e preocupante porque, até então, estamos conseguindo fechar as contas. Mas, se houver algum imprevisto no mercado (suíno), a queda do valor da carne certamente será rápida e brusca, mas os custos deverão seguir elevados”, comenta.

Além do milho, os criadores também estão preocupados com o encarecimento do farelo de soja, também amplamente utilizado na ração. De agosto para cá, a tonelada do insumo saltou 44% em Mato Grosso, saindo de R$ 1.655 para R$ 2.385,33 em média.

Segundo Canossa, a preocupação é ainda maior com o cenário que os produtores devem enfrentar nos próximos meses, quando a disponibilidade de milho e farelo de soja deve ficar ainda mais limitada. “A gente sabe que agora, nos últimos dias do ano, o farelo de soja se torna escasso. Muitas vezes até ocorre falta do produto. No caso do milho, apesar de caro, ainda há estoques no estado neste momento e a gente ainda consegue comprar o produto. Mas a gente sabe que, historicamente, nos meses de março, abril e maio sempre há falta de produto, diante dos grandes volumes exportados e a alta procura no mercado interno. O receio é que além de mais caro, não haja produto disponível”, alerta.

O presidente da Acrismat lembra ainda que, em anos anteriores, muitos suinocultores recorriam aos leilões dos estoques de milho da Conab, que aliviavam os picos de oferta restrita. Porém, a companhia não terá grãos para ofertar nesta safra. “A orientação feita pelos profissionais da Conab é que o setor pense em uma forma de contrato futuro, tanto no milho quanto na soja”, pontua Canossa, indicando que a busca pela antecipação das compras desses insumos será um caminho sem volta para os suinocultores de Mato Grosso.

Fonte: CANAL RURAL

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