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MPRJ faz vistoria e coleta amostra de água na Estação Guandu da Cedae

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, fez ontem (13) vistoria nas instalações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), em Nova Iguaçu, para verificar as condições dos equipamentos e a qualidade do tratamento da água da estação que funciona no Rio Guandu.

Segundo o MPRJ, a visita foi feita com órgãos competentes e instituições parceiras, e incluiu a coleta de água para análise em diferentes pontos e fases do processo, da captação ao pós-tratamento.

Desde o início do mês, moradores de vários bairros da capital e da Baixada Fluminense vêm reclamando da cor turva, do cheiro e do gosto diferenciados da água distribuída à população. A Cedae informou que se trata da presença maior de uma substância chamada geosmina produzida por algas. Segundo a companhia, o composto não oferece riscos à saúde.

Coleta

De acordo com a promotoria, foram feitas coletas por equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), das vigilâncias sanitárias municipal e estadual e da própria Cedae na barragem principal de captação do Rio Guandu e no Reservatório Marapicu, no ponto de coleta oficial e nos laboratórios da companhia.

“A expectativa é de que os resultados de todas as análises, sobre padrões diversos como cloro residual, presença de coliformes fecais e bactérias, entre outros, sejam conhecidos no prazo máximo de 15 dias, para a devida identificação de possíveis problemas ao longo do tratamento, indicação das medidas técnicas de correção a serem adotadas ou mesmo a notificação dos responsáveis legais pelas eventuais irregularidades detectadas pelas equipes técnicas”, disse, em nota, o MPRJ.

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Também participaram da vistoria representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do laboratório privado Cafiquímica, que prestou auxílio e consultoria, e representantes do Comitê do Guandu e do Comitê de Bacias Hidrográficas.

Recomendação

O Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente também expediu recomendação à Cedae, na noite de segunda-feira (13), direcionada à presidência da companhia, para que dê ampla transparência e publicidade dos laudos de potabilidade da água distribuída à população, em especial os produzidos desde o dia 1º de janeiro.

Os promotores recomendam que a Cedae publique em sua página na internet o resultado de todas as análises clínicas laboratoriais realizadas em amostras de água tratada na saída da Estação de Guandu e em todos os pontos de coleta ao longo da rede de distribuição desde o dia 1º, “devendo apresentar ainda complementarmente informações sobre a presença e concentração, na água tratada, de Geosmina e demais toxinas produzidas por algas e bactérias”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Cedae e aguarda posicionamento da companhia.

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Carvão ativado

Ontem (13), a companhia informou que o carvão ativado pulverizado que será aplicado no início do tratamento da água distribuída pelo Reservatório do Guandu a grande parte da população do Rio de Janeiro passará a ser empregado a partir da próxima semana.

Na quinta-feira (9), a Cedae informou que adotaria, em caráter permanente, a aplicação de carvão ativado. A medida da companhia de distribuição de água visa a reter a substância geosmina, que tem causado cheiro forte e turbidez na água distribuída.

A empresa tem destacado que a geosmina não apresenta risco à saúde. “A substância não oferece riscos à saúde, mas altera o gosto e o cheiro da água. O fenômeno natural e raro de aumento de algas em mananciais, em função de variações de temperatura, luminosidade e índice pluviométrico, causa o aumento da presença desse composto orgânico, levando a água a apresentar gosto e cheiro de terra.”

Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Geral

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Mais de 60% dos paulistanos dizem que mudariam de SP, se pudessem

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Pesquisa da Rede Nossa São Paulo mostra que a proporção de pessoas que, se pudessem, sairiam da cidade de São Paulo é de 64%, enquanto 36% disseram que não deixariam de morar local. Os dados, divulgados hoje (22) pela entidade, fazem parte da pesquisa Viver em São Paulo: Qualidade de Vida.  

Questionados sobre o orgulho que sentem por viverem na cidade, 38% declararam sentir muito orgulho e 41%, pouco. Já 20% afirmaram não sentir orgulho de morar na capital paulista. Oportunidades, lazer, entretenimento e mercado de trabalho são os aspectos considerados mais positivos da cidade, com 16%, 14% e 11% das menções, respectivamente. 

Já em relação ao que a população paulistana menos gosta na cidade, violência aparece em primeiro lugar, com 28% das menções, seguida de criminalidade, com 17%; trânsito, com 13% e desigualdade e injustiça social, com 10%.

De acordo com a pesquisa, há uma tendência de crescimento no percentual dos entrevistados que declararam melhora na própria qualidade de vida nos últimos 12 meses. Para 10%, piorou muito; para 18%, piorou um pouco; para 41%, ficou estável; para 22%, melhorou um pouco; e para 9%, melhorou muito.

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“O fato de ter percepção de ter melhorado, ou de [os entrevistados terem dito] ter orgulho da cidade, ou de ter aumentado o número de notas 10 [na qualidade de vida] não foi suficiente, no entanto, para fazer com que houvesse diminuição da proporção dos que querem sair da cidade”, disse Márcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência, instituto que realizou a pesquisa.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC Geral

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