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Líder do Comando Vermelho “entrega” militares e diz que tinha 14hrs para tirar celulares de freezer

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Apontado como uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, Paulo César da Silva, o “Petróleo”, revelou em depoimento à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), dia 24 de junho deste ano, que recebeu um prazo, do ex-subdiretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Reginaldo Alves dos Santos, o Peixe, para receber um freezer e retirar 86 celulares e outros itens afins escamoteados nele. O presente seria em troca de informações sobre a facção que já haviam sido repassadas a investigadores.

De acordo com Petróleo, em reunião sobre a entrada ilegal dos aparelhos, o ex-subdiretor explicou que o freezer seria entregue logo após a tranca e que mandaria buscá-lo logo pela manhã. Com isso, o preso teria das 18h do dia 6 de junho até às 8h da manhã do dia 7 para abrir a geladeira e fechá-la.

Petróleo frisa, no depoimento, que jamais negociou diretamente com os policiais Ricardo, Denizel e Cleber e nem com os diretores da unidade. Garantiu também que não sabe informar quanto cada um receberia ou recebeu com o esquema.

As informações constam em documentos obtidos com exclusividade pelo  e divulgados na série “Ligações Perigosas”.

Petróleo está entre os presos na Operação Assepsia, uma investigação da GCCO. O Ministério Público Estadual (MPE) o denunciou, assim como o tenente Cleber de Souza Ferreira e o cabo Denizel Moreira dos Santos Junior, os ex-diretores da PCE Revétrio Francisco, o próprio Peixe, além do Luciano Mariano da Silva, vulgo “Marreta”. Este também é apontado como membro do Comando Vermelho.

Ele detalha que toda essa engenharia seria necessária porque já tem um freezer na cela dele e não poderia ficar com dois, o que certamente gerariam desconfiança.

Petróleo relata que todo esquema começou a ser arquitetado dois meses antes por um ex-detento, chamado “João”, a quem ele conheceu em 2006, na PCE, dividindo uma cela. João é quem conseguiria os aparelhos. Essa conversa foi feita via WhatsApp. Em depoimento Petróleo destaca que o freezer seria entregue ainda naquele mês, mas, como o GCCO já havia interceptado outro freezer no raio dele, o 5, ficaram com medo de promover a entrada. Porém, uns dias antes do dia 6 de junho, o tal João fez novo contato com Petróleo pela rede dizendo que conseguiria mandar os celulares, mas não falou como o faria. Ele apenas pediu um carro para o translado.

Como ele sabia que o colega Luciano Mariano da Silva, o Marreta, tinha uma caminhonete Ranger utilizada pelo sogro dele, pediu o mesmo que emprestasse o veículo apenas para o transporte. Assim Petróleo passou as informações para João ir buscar o carro, que transportou o freezer até a PCE no dia 6 de junho.

Quando chegou a data, na parte da tarde, Petróleo narra que estava que estava na cela, quando foi “sacado” por um agente prisional e levado até a sala dos diretores da PCE.

No local estavam, além do Peixe, o ex-diretor da penitenciária, Revétrio, e três policiais, os quais ele disse não conhecer e nem sabia até então que eram policiais. Tratavam-se do subtenente Ricardo de Souza Carvalhes e o cabo Denizel Moreira, ambos da Rotam, e o tenente Cleber de Souza Ferreira, lotado no 3º Batalhão.

Os três PMs disseram que estavam ali a mando de “João” para promover a entradas dos aparelhos. Os policiais então iniciaram as orientações de como poderiam proceder com o material. Mas ele teria lembrado aos servidores do Estado que em sua cela já havia um freezer, como é que ele ficaria com dois. Foi quando “Peixe” explicou.

Consta ainda no depoimento dele, que Revétrio ficou todo tempo dentro da sala, mas não participou da conversa. Durante pouco mais de 1h de reunião Petróleo disse que trataram também sobre valores. Que foi combinado com “João” que era para ser entregue a ele R$ 1,5 mil por cada aparelho vendido dentro da unidade.

Além dos aparelhos também estavam diversos chips, fones de ouvidos e carregadores, dos quais a maior parte dos lucros seria de Petróleo. Ele ainda passaria os valores do lucro dos aparelhos aos poucos na medida em que fosse vendendo os celulares. Afirmou ainda que a reunião foi para combinar a entrada dos celulares e destacou que todos sabiam.

Outro detalhe que Petróleo lembrou foi que as sacolas que estavam com os policiais militares foram enviadas por “João” com roupas para uso interno.

Por volta das 19h, “João” entrou em contato e disse que havia deixado o freezer na porta, mas que haviam descobertos os celulares antes da entrada. Petróleo afirma que não entendeu o porquê de não ter dado certo, uma vez que estava tudo “certo”.

O integrante do CV nega que passava informações aos policiais e que muito menos sabia da existência de aplicativos espiões nos celulares.

FONTE: RD News

 

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Operações integradas prendem 708 autores de delitos criminais em Mato Grosso

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As forças de segurança deflagraram, no período de janeiro a novembro deste ano 88 operações integradas, que resultaram na prisão em flagrante de 708 autores de vários delitos criminais, a exemplo de homicídio, roubo, furto e tráfico de drogas. As ações repressivas foram realizadas nas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) e contemplaram os 141 municípios de Mato Grosso.

Nos 11 meses foram cumpridos 261 mandados de prisões, internação cautelar e prisão temporária e 409 mandados de busca e apreensões, que resultou em 915 pessoas conduzidas e presas. Ao todo, 153 armas de fogo foram apreendidas, 219 veículos foram recuperados e realizadas 385 atividades periciais diversas.

Já com o foco no trabalho preventivo durante as operações, o Corpo de Bombeiros Militar fiscalizou 652 estabelecimentos comerciais para constatar a legalização do alvará de funcionamento.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Paulo Fortes, destaca que as ações conjuntas resultaram na redução dos principais índices criminais no Estado: homicídio, roubo e furto.

“Temos deflagrado operações não só nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, mas também em outras Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp’s), que abrangem as 141 cidades. Nosso foco tem sido trabalhar em frentes ostensivas e repressivas para impedir o avanço da criminalidade. Ressalto ainda que cada instituição que compõe o sistema de segurança pública tem se dedicado para melhorar os índices criminais, seja atuando na parte ostensiva, de investigação ou perícia e estas ações diárias refletem na queda nos registros nos crimes contra a vida e patrimoniais”, ressalta.

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Fazem parte das forças de segurança a Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Politec, Detran, Sistema Penitenciário e Socioeducativo.

Operação Sonora II

Ainda segundo o secretário, novas ações integradas serão deflagradas em dezembro. Uma das operações integradas desencadeada neste mês foi a “Sonora II”, que aconteceu no último final de semana (07.12) no município de Várzea Grande e culminou na interdição de um estabelecimento comercial por som alto.

Na operação, 27 estabelecimentos comerciais foram vistoriados e resultou na autuação de quatro pontos comerciais pelo Corpo de Bombeiros Militar. Também durante a ação, a Vigilância Sanitária notificou quatro estabelecimentos e outras infrações foram contabilizadas pelo órgão municipal de Meio Ambiente (01) e Gestão Fazendária (01).

 Além das forças de segurança, fizeram parte da “Operação Sonora II”, profissionais do Conselho Tutelar, Guarda Municipal de Várzea Grande, Meio Ambiente, Vigilância Sanitária, e Gestão Fazendária.

Redução criminalidade

Mato Grosso reduziu 14% os crimes contra a vida no período de janeiro a outubro deste ano. Nos primeiros dez meses foram 678 mortes, contra 785 no ano passado. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceac). O levantamento é com base nos Boletins de Ocorrências (BOs) registrados nos 141 municípios.

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Ainda no período, o Estado apresentou queda de 27% no roubo e 13% em furto. Em 2019 foram contabilizadas 11.606 ocorrências de roubo (quando há violência) e em 2018 o total foi de 15.804 casos. Já os crimes de furto atingiram 36.351 registros neste ano contra 41.569 em 2018.

Fonte: GOV MT

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