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Agronegócio

Instalação de novas usinas de etanol de milho em MT pode gerar cerca de 10 mil empregos em 2020

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Mato Grosso pode gerar cerca de 10 mil empregos com a instalação de duas novas usinas de biocombustível em 2020, segundo um estudo realizado pela Agroicone, consultoria especializada nos temas globais do agro brasileiro e mundial.

As duas usinas estão sendo implantadas em Sorriso e Campo Novo do Parecis e devem entrar em operação no ano que vem.

Nesta semana, em alusão ao Dia Mundial da Agricultura, comemorado no dia 17 de outubro, o G1 vai publicar uma série de reportagens sobre agricultura.

Uma das usinas, em Sorriso, pode produzir cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, e tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta no estado. A outra, em Campo Novo do Parecis, deve gerar 2,5 mil vagas de trabalho.

O relatório mostra que o estado é o maior produtor nacional de etanol de milho no país. Na safra 2018/2019 foram produzidos 590,9 milhões de litros do biocombustível, que corresponde a mais de 70% da produção nacional.

A União Nacional de Etanol de Milho (Unem) prevê que pelo menos mais três usinas devem ser construídas em 2021, sendo uma em Nova Marilândia e duas em Nova Mutum, a 261 km e a 269 km de Cuiabá, respectivamente.

De acordo com os dados, uma usina que produz cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, em fase inicial, tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta.

Safra de milho em MT — Foto:  Christiano Antonucci/Secom/MTInicialmente, pode movimentar anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão na economia doméstica, incluindo o valor da produção, que é estimada em R$ 660 milhões, recolhendo R$ 80 milhões em impostos.

No entanto, quando a usina está operando em 100%, pode injetar na economia em torno de R$ 2,5 bilhões e no Produto Interno Bruto (PIB) o montante pode chegar a R$ 910 milhões, devendo arrecadar em torno de R$ 73 milhões.

Segundo a Unem, o estado têm em operação seis usinas de etanol de milho. Três delas fabricam apenas o biocombustível e as outras três produzem o biocombustível na entressafra de outros grãos.

Essas usinas estão localizadas em Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso, Jaciara, Campos de Júlio e São José do Rio Claro.

Além das usinas em Mato Grosso, o Brasil tem outras cinco usinas de produção de biocombustível derivado do milho. São três em Goiás, uma em São Paulo e uma no Paraná.

A expectativa da Unem é de crescimento elevado nos próximos anos. A entidade espera que os investimentos em logística, como na BR-163 e nas ferrovias, principalmente com vistas ao Eixo Norte, se concretize e haja a consolidação visando escoamento da produção ao Norte e Nordeste, além de um novo canal de exportação.

Nesta safra devem ser produzidas 31.241 milhões de toneladas de milho, em Mato Grosso. Na safra passada foram colhidas 31,3 milhões.

G1 MT – Sob a supervisão de Pollyana Araújo

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Agronegócio

Região Oeste de Mato Grosso avança e entra em nova fase de crescimento

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A região de Mato Grosso na fronteira com a Bolívia passou por diferentes processos desenvolvimento ao longo da história para garantir a ocupação das áreas e atualmente a integração de tecnologias nas atividades econômicas aumenta a expectativa de uma nova fase de crescimento. Mais de 1,3 milhão de cabeça de gado bovino, cerca de 2 milhões de hectares plantados de soja, algodão e milho, cinco indústrias frigoríficas, campus universitário. Em números, isso resume um pouco da região do Guaporé.

A chegada da agricultura na região traz aos antigos produtores a perspectiva de aumentar a renda e agregar valor à pecuária de corte. Aos poucos, a soja e o milho passam a ocupar parte dos campos e os primeiros silos começam a ser construídos. Junto a isso, o início das operações na hidrovia do rio Paraguai, ligando Cáceres a Corumbá, e a retomada das obras da Zona de Processamento para Exportação (ZPE) devem acelerar o desenvolvimento econômico da região.

Não é de hoje que a região Oeste passa por ciclos de crescimento, desde o tempo da colonização, havia preocupação em ocupar a região. Primeiramente para não perder as terras para os espanhóis, visto que ultrapassava o limite do Tratado de Tordesilhas – acordo Portugal e Espanha que dividia leste e oeste da América do Sul entre eles. Anos depois, já na segunda metade do século XX, a preocupação do governo era colonizar a região da fronteira que já estava novamente esvaziada.

Foi nesta segunda fase de ocupação, entre os anos de 1950 e 1970, que surgiram grande parte dos municípios, como Pontes e Lacerda e Nova Lacerda. João Carlos Vicente Ferreira, historiador, explica que a ocupação da imensa região Oeste com fins econômicos ocorre com os programas de incentivo do governo federal. A mineração é a primeira atividade sistematizada e depois é seguida pela pecuária e agricultura.

O pecuarista Pedro Lacerda, que possui propriedade em Vila Bela da Santíssima Trindade, conta que seu pai começou a trabalhar com compra de gado ainda na década de 40. “Meu pai vinha de Cáceres comprar gado na Vila Bela para as charqueadas. Depois, em 1958 eu comprei a primeira fazenda”. O produtor ainda não faz integração com agricultura, mas acredita que este é um caminho sem volta para os produtores da região. “Estamos vendo a soja chegar e com a hidrovia, os custos devem reduzir. A agricultura reduz os custos da pecuária e garante uma renda melhor. Vamos viver um novo tempo”.

O incremento do desenvolvimento agrícola na região, em consórcio com a pecuária, traz um enorme ganho em qualidade de vida à população que passa a ter  uma melhor remuneração  devido aos investimentos em mão-de-obra e qualificação. O comércio também cresce dando suporte ao aumento de produção e até o poder público tem sua arrecadação aumentada com o crescimento em cadeia.

Lacerda também acredita que a tão sonhada ZPE também deverá beneficiar a região com a chegada de indústrias até Cáceres. “Teremos mais agroindústrias na região e isso vai incentivar os produtores a investir para colocar tecnologia”.

O governo estadual anunciou em fevereiro deste ano a retomada das obras da ZPE, que é uma área de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior. As empresas que se instalam em ZPE têm acesso a tratamentos tributário, cambiais e administrativos específicos.

O historiador João Carlos Vicente Ferreira conta que a região passa por um período de valorização após a consolidação das atividades agropecuárias. “É interessante o registro de que até a década de 1960/70 nessa região compravam-se terras a custos baixíssimos ou eram, em via de regra, oferecidas como moeda de troca para ocupação ordenada, com fins colonizadores. Atualmente as áreas agrícolas, geralmente as de topografia plana, tem valor aviltado, pois produzem bem e se valorizaram. Da mesma forma as de área de pastagens para o gado bovino de corte”.

(Com assessoria de imprensa)

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