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Agronegócio

Importação de arroz não deve desestimular produção do cereal no estado, diz Sindarroz-MT

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Mato Grosso é o quarto maior produtor de arroz no Brasil, atrás do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Nesta safra, o estado produziu 405 mil toneladas, segundo a Conab. A maior parte do cultivo é feita durante a primeira safra e em áreas de sequeiro, o chamado “arroz de terras altas”, com plantio a partir de meados de novembro.

Quem investe na cultura ficou em alerta com as discussões em torno da suspensão da Tarifa Externa Comum, que vai desonerar a importação de arroz de países de fora do Mercosul. O receio gira em torno dos reflexos que a entrada do produto “estrangeiro” pode exercer na cadeia – especialmente nos preços – durante a colheita das lavouras.

Com a decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) nesta quarta-feira, 09, estabelecendo os critérios para a suspensão da TEC, essa preocupação foi amenizada – pelo menos em Mato Grosso. A alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado ficará zerada até 31 de dezembro deste ano, e está restrita à quota de 400 mil toneladas.

“Acredito que este volume limite é justo. Não irá atrapalhar o mercado e nem prejudicar o produtor. Essa importação vai garantir estabilidade para o setor arrozeiro até a entrada da nova safra. Foi uma decisão boa, que a gente recebe com bons olhos e otimismo”, destaca Rodrigo dos Santos Mendonça, presidente do sindicato que representa as indústrias beneficiadoras de arroz em Mato Grosso (Sindarroz-MT).

No campo a avaliação também é semelhante. O agricultor Gilson Gobbi planta pouco mais de 2000 hectares de arroz na região norte de Mato Grosso, após a colheita da soja. Ele temia que a suspensão da TEC provocasse queda no preço do cereal a ponto de tornar a produção menos atrativa do que outra culturas de segunda safra, como o milho, por exemplo. Porém, com as “regras definidas”, acredita que os impactos não serão grandes e vai manter o planejamento para a nova safra do cereal.

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Agronegócio

Soja: agricultores dão início do plantio da safra 2020/21 em Mato Grosso

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Um dia após o fim do vazio sanitário da soja em Mato Grosso, as plantadeiras já começam a fazer barulho. Em Sorriso, município que ostenta a maior área destinada à cultura no mundo (mais de 600 mil hectares), os trabalhos tiveram início nesta quarta-feira, 16.

Logo pela manhã, a sementes eram lançadas no solo em uma das áreas do grupo Gemmi, que deve semear cerca de 5 mil hectares da oleaginosa neste ciclo. Gerente do grupo, Elias Belé registrou as imagens deste primeiro dia de plantio, que – inicialmente – será feito apenas nos 300 hectares cobertos pelo pivô de irrigação. Nos demais talhões, a movimentação começará apenas quando a chuva – que anda sumida na região – voltar a dar as caras.

Gerente do Grupo Gemmi registra o início do plantio da soja

Quem também aguarda o retorno das chuvas é o agricultor Clairton Pavlack, que vai cultivar 1800 hectares de soja em Nova Mutum. Ele diz que está com as plantadeiras “engatadas”, mas não vai ligar os motores dos tratores enquanto não houver umidade suficiente para semear com segurança. Além da estiagem, ele também está preocupado com a ocorrência de incêndios em áreas próximas à propriedade e chegou a suspender a aplicação de adubo com receio de prejuízos. “Estamos com as sementes no jeito… mas o clima está muito seco, tem muita fumaça e fogo por todo lado. Temos adubo para jogar mas vamos esperar a chuva, porque como está queimando muito na região, vai que a gente joga o adubo e corre o risco de perdê-lo. É um ano muito perigoso”, comenta.

Maquinário aguarda a chegada das chuvas para trabalhar

Principal estado produtor de soja do Brasil, Mato Grosso deve destinar mais de 10,2 milhões de hectares para o cultivo do grão nesta safra, a maior área de todos os tempos no estado. A estimativa do Imea é de que destes campos saiam mais de 35,18 milhões de toneladas da oleaginosa.

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