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Economia

Governo do Estado fecha setembro com déficit de R$ 69 milhões

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O governo do Estado de Mato Grosso fechou o mês de setembro de 2019 com um déficit de R$ 69,6 milhões. 

O valor é a diferença de tudo que foi arrecadado, o que foi pago e as despesas não pagas no mês. 

Em setembro, o Estado arrecadou R$ 1.379.354.359, valor que foi somado a outros R$ 76.461.323, que constavam no saldo da Conta Única no dia 1º daquele mês. Desse valor, o governo efetuou o pagamento dos salários dos servidores ativos no valor de R$ 308.719.018 e dos inativos no valor de R$ 197.755.982.

Somente com repasses obrigatórios aos Poderes, referente ao duodécimo, o valor foi de R$ 198.363.317. Conforme prevê a lei, ao Tribunal de Justiça foi destinada a quantia de R$ 88.215.266; à Assembleia Legislativa o valor foi de R$ 41.395.495; ao Ministério Público R$ 29.184.324; para o Tribunal de Contas do Estado o valor foi de R$ 28.784.198 e para a Defensoria Pública o repasse foi de R$ 10.784.034.

Para as 141 prefeituras de Mato Grosso, no mês de maio, o valor repassado foi de R$ 246.338.284.

A Educação recebeu de recurso referente ao Fundeb a quantia de R$ 125.484.798, além de R$ 9.335.612 também de repasse obrigatório.

À Saúde foi destinada a quantia de R$ 51.735.569 e para o custeio das secretarias de Estado o valor foi de R$ 86.845.399.   

O Estado também fez o pagamento de dívidas bancárias na quantia de R$ 135.641.653. Além desses valores, foi bloqueado judicialmente a quantia de R$ 11.756.807 e para as contas especiais (Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso, Mato Grosso Saúde e MT Prev) foi repassado o valor de R$ 16.431.156.

Em investimentos (excluindo Fethab/financiamentos), o Estado destinou a quantia de R$ 6.722.895. 

Ainda cumprindo os repasses obrigatórios, o Estado repassou ao Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Imad (Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso), Imafir (Instituto Mato-grossense do Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigação) e Detran a quantia de R$ 11.123.508.

Veja as despesas do Estado no quadro abaixo:

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Faturamento caiu em mais de 80% das indústrias nos últimos 45 dias

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Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 82% das indústrias do país tiveram queda de faturamento nos últimos 45 dias. O levantamento, divulgado hoje (29), foi feito a partir de entrevistas com 1.017 executivos industriais de todas as regiões do Brasil entre os dias 15 e 25 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, entre as empresas que tiveram queda de faturamento, 49% informaram que a diminuição foi maior do que 50%; 29%, que a queda foi de 31% a 50%; 18%, de 11% a 30%; e 4%, até 10%.

Em relação à produção, 36% dos executivos industriais entrevistados disseram que diminuiu muito; 16%,  que ficou igual; 14%, diminuiu mais ou menos; 13%, foi totalmente paralisada; 12%, diminuiu pouco; 3%, aumentou muito; 3%, aumentou mais ou menos; e 3%, aumentou pouco.

Apesar da queda no faturamento e na produção, a maioria dos industriais disse ser favorável ao isolamento social como forma de combater a disseminação do novo coronavírus: 45% disseram ser a favor do isolamento social; 42%, contra; 10%, nem a favor nem contra; e 2%, não responderam ou não souberam responder.

Demissões

Questionados se já haviam feito demissões em razão dos efeitos da pandemia, a maioria dos executivos ouvidos na pesquisa (66%) disse que não, enquanto 34%, sim. “Os dados mostram que as medidas trabalhistas, que resultaram em mais de 8 milhões de acordos individuais para redução de jornada e salário e suspensão de contratos de trabalho, foram importantes para a preservação de empregos”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Como principal problema financeiro enfrentado durante a pandemia, 48% dos entrevistados apontaram pagamento de impostos e tributos; 45%, salários do pessoal e encargos sociais; 27%, pagamento de faturas; 17%, pagamento de empréstimos e dívidas; 8%, aluguel; 12%, outras despesas; 1%, não soube responder; 16%, nenhum problema específico.

De acordo com o levantamento, 22% dos entrevistados disseram que suas empresas têm condições financeiras de manter as atividades em funcionamento apenas por mais um mês; 45% afirmaram que esse prazo é de no máximo três meses; 11%, de quatro a cinco meses; 12%, de seis meses a um ano; 7%, mais de um ano; e 2%, não souberam responder.

Apesar do quadro, 44% dos pesquisados disseram acreditar que a economia brasileira vai registrar expansão nos próximos dois anos; 32%, que haverá manutenção da situação atual; 21%, retração; e 1% não soube responder.

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