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Agronegócio

Genética selecionada se destaca na Etapa do Circuito Nelore de Qualidade em Araputanga (MT)

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A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT) anunciaram os vencedores da 9ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade, realizada nos dias 16 e 17 de julho, na unidade da Friboi em Araputanga (MT).

“Ao todo, foram avaliados 938 animais, sendo 568 machos e 370 fêmeas de oito pecuaristas”, informa Gustavo Callejon, assessor técnico da ACNB, responsável pela avaliação.

“Entre os machos, 65,3% dos animais tinham até quatro dentes incisivos permanentes, ou seja, em torno de 2,5 anos de idade. Em relação ao peso, 99,8% dos machos apresentaram-se com mais de 18 arrobas e 45% apresentaram acabamento de gordura mediano e uniforme. Entre as fêmeas, 75,2% tinham até dois dentes incisivos permanentes (em torno de 2 anos de idade) e quase a totalidade (98,6%) apresentou peso acima de 14 arrobas. Como destaque, observamos que 86,8% das carcaças de fêmeas tinham acabamento mediano e uniforme de gordura”, pontua o médico veterinário.

Destaque para o Melhor Lote de Carcaças de Machos da etapa (Medalha de Ouro), de propriedade da Agropecuária Grendene, com 97% dos animais com nenhum dente incisivo permanente (menos de 2 anos de idade) e peso médio de 24 arrobas. Metade do lote tinha cobertura de gordura mediana e uniforme. Os animais do criatório, que também conquistou a Medalha de Bronze de Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas, são filhos de reprodutores Nelore PO selecionados com o auxílio das ferramentas oferecidas pelo Programa de Melhoramento Genético da ABCZ (PMGZ) e pelo Programa Nelore Brasil da ANCP, comprovando o resultado do uso de genética selecionada na produção de carne de qualidade.

Entre os machos, a Medalha de Prata ficou com Carlos Sérgio Arantes e a de Bronze, com Edson Ribeiro de Mendonça Neto. Entre os melhores lotes de fêmeas, João Sanches Junqueira ficou com a Medalha de Ouro e Sabrina Sanches com a Prata.

“Além de volume, o Nelore produz carne de qualidade. Através de nossas iniciativas e parcerias, estamos trabalhando para disseminar esta qualidade no rebanho brasileiro”, destaca o presidente da ACNB, Nabih Amin El Aouar.

“Os resultados desta avaliação mostram o elevado nível de produtividade da raça e dos pecuaristas de Mato Grosso”, complementa o presidente da ACNMT, Breno Molina.

Os lotes Medalhas de Ouro receberão 500 quilos de suplementos minerais Matsuda Sementes e Nutrição Animal, a ser entregues em suas propriedades com o acompanhamento da equipe técnica da empresa.

Circuito Nelore de Qualidade

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética e a carne dos animais da raça, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional. Trata-se de uma iniciativa que avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovida desde 1999, neste ano a iniciativa conta com o apoio da Matsuda e da Friboi. Com isso, o Circuito aumentou de tamanho e terá 26 etapas em 10 estados em 2019. Cerca de 20 mil animais devem ser avaliados até o final do ano, chegando a uma marca recorde desde o lançamento do Circuito.

Próximas etapas

De agosto a novembro, o Circuito Nelore de Qualidade terá 17 etapas: em Goiás (Mozarlândia e Goiânia), Mato Grosso (Barra dos Garças), Espírito Santo (Colatina), São Paulo (Lins e Andradina), Pará (Marabá), Minas Gerais (Ituiutaba, Iturama e Nanuque), Rondônia (Vilhena e Pimenta Bueno), Mato Grosso do Sul (Nova Andradina, Naviraí, Ponta Porã e Campo Grande) e Bahia (Itapetinga). Mais informações: www.nelore.org.br/circuitonelore.

assessoria.

 

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Agronegócio

Instalação de novas usinas de etanol de milho em MT pode gerar cerca de 10 mil empregos em 2020

Publicado

Mato Grosso pode gerar cerca de 10 mil empregos com a instalação de duas novas usinas de biocombustível em 2020, segundo um estudo realizado pela Agroicone, consultoria especializada nos temas globais do agro brasileiro e mundial.

As duas usinas estão sendo implantadas em Sorriso e Campo Novo do Parecis e devem entrar em operação no ano que vem.

Nesta semana, em alusão ao Dia Mundial da Agricultura, comemorado no dia 17 de outubro, o G1 vai publicar uma série de reportagens sobre agricultura.

Uma das usinas, em Sorriso, pode produzir cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, e tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta no estado. A outra, em Campo Novo do Parecis, deve gerar 2,5 mil vagas de trabalho.

O relatório mostra que o estado é o maior produtor nacional de etanol de milho no país. Na safra 2018/2019 foram produzidos 590,9 milhões de litros do biocombustível, que corresponde a mais de 70% da produção nacional.

A União Nacional de Etanol de Milho (Unem) prevê que pelo menos mais três usinas devem ser construídas em 2021, sendo uma em Nova Marilândia e duas em Nova Mutum, a 261 km e a 269 km de Cuiabá, respectivamente.

De acordo com os dados, uma usina que produz cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, em fase inicial, tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta.

Safra de milho em MT — Foto:  Christiano Antonucci/Secom/MTInicialmente, pode movimentar anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão na economia doméstica, incluindo o valor da produção, que é estimada em R$ 660 milhões, recolhendo R$ 80 milhões em impostos.

No entanto, quando a usina está operando em 100%, pode injetar na economia em torno de R$ 2,5 bilhões e no Produto Interno Bruto (PIB) o montante pode chegar a R$ 910 milhões, devendo arrecadar em torno de R$ 73 milhões.

Segundo a Unem, o estado têm em operação seis usinas de etanol de milho. Três delas fabricam apenas o biocombustível e as outras três produzem o biocombustível na entressafra de outros grãos.

Essas usinas estão localizadas em Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso, Jaciara, Campos de Júlio e São José do Rio Claro.

Além das usinas em Mato Grosso, o Brasil tem outras cinco usinas de produção de biocombustível derivado do milho. São três em Goiás, uma em São Paulo e uma no Paraná.

A expectativa da Unem é de crescimento elevado nos próximos anos. A entidade espera que os investimentos em logística, como na BR-163 e nas ferrovias, principalmente com vistas ao Eixo Norte, se concretize e haja a consolidação visando escoamento da produção ao Norte e Nordeste, além de um novo canal de exportação.

Nesta safra devem ser produzidas 31.241 milhões de toneladas de milho, em Mato Grosso. Na safra passada foram colhidas 31,3 milhões.

G1 MT – Sob a supervisão de Pollyana Araújo

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