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Fintech pode levar serviço financeiro a quem não tem conta em banco

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As fintechs podem levar serviços financeiros a pessoas que estão de fora do sistema bancário. Essa é a análise de consultorias a partir de pesquisas de mercado sobre o perfil de quem não tem conta em banco nem usa cartão de crédito. Para esse grupo, as empresas que apostam na inovação e tecnologia para oferecer serviços financeiros podem trazer novas possibilidades.

Segundo um estudo do Banco Mundial divulgado no ano passado, no Brasil, 69% da população tem conta em banco. Entre os que não usam o sistema bancário diretamente, mais de 60% apontaram o custo como principal razão. Isso faz com que o índice de bancarização seja, de acordo com o relatório, 20% maior entre os mais ricos do que entre os mais pobres.

Banco pelo celular

A partir desses dados a International Data Corporation (IDC) desenvolveu a pesquisa “Como as Fintechs e os bancos podem democratizar os serviços financeiros na América Latina”. Foram ouvidos mil usuários de smartphone no Brasil, na Colômbia e no México. Entre esse público, já existem mais pessoas (65%) que contratam serviços bancários por celular do que os que vão em agências bancárias (58%).

“Você tem uma parte da população que não tinha acesso a banco fazendo pagamentos por meio de celulares”, afirmou em entrevista à TV Brasil o gerente de pesquisa da IDC, Reinaldo Sakis. Para ele, existe um espaço ainda maior para expansão das fintechs. “Tem mais celulares do que habitantes no país. Você consegue ter uma grande penetração por meio do celular do que é maior do que quem tem conta no banco”, analisa.

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O uso de serviços financeiros de instituições sem presença física ficou em 56% entre as pessoas que tem smartphone. Entre os que não usam, 73% dizem que não estão familiarizados com o que são as fintechs e 45% não confiam em empresas sem escritórios físicos.

Classe C

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular nesta semana mostrou que entra classe C, faixa de renda entre R$ 1,6 mil e R$ 4,1 mil, o índice de pessoas com conta em banco é de 73%. Entre essa parcela da população, 63% usam cartão de débito e 43% de crédito.

O gerente de pesquisa do instituto, Márcio Falcão Lopes, destaca como principais fatores que afastam esse grupo dos bancos a falta de dinheiro e a inadimplência. “O próprio fato dessa classe C ter passado por uma crise muito forte nos últimos anos”, enfatiza. Isso fica claro, na avaliação dele, no percentual ainda menor que usa o cartão de crédito.

“É muito o perfil desse público o cara que nos últimos anos ele se inseriu de forma muito intensa no mercado de consumo, começou a consumir crédito”, explica Lopes sobre o contexto econômico que envolve esse grupo. “Inclusive, foi o caminho para que esse cara tivesse problemas de crédito, com nome [sujo]. Muitos deles passam a ter um problema com o cartão de crédito, passam a ter uma dívida enorme”, acrescenta sobre como a crise e a falta de experiência com esse tipo de serviço acabou deixando muitas dessas pessoas com o nome negativado no mercado.

Para Lopes, esse é um dos perfis que podem ser atendidos pelas fintechs. “Os bancos não sabem trabalhar com o cara que sai da base. O cara que era da base, mas sai depois da péssima experiência que ele teve, por não saber lidar com o produto”, ressalta.

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Comunicação didática

O levantamento do Data Popular mostra que 69% da chamada classe C têm smartphone, percentual que chega a 77% na faixa de 16 a 24 anos e a 78% entre os que têm ensino superior.

A maior parte dessa parcela da população (71%) vai em agências bancárias. Porém, um percentual expressivo, 42%, usa aplicativos de celular para serviços financeiros. Na faixa entre 25 e 34 anos, a parcela dos que usam os smartphones para movimentações bancárias fica em 54%, enquanto entre 45 e 54 anos, 79% vai às agências.

“Enquanto os jovens utilizam mais o aplicativo de celular, aqueles que têm mais idade tem dificuldade. É uma questão que tem que acabar”, enfatiza Lopes sobre os pontos que precisam ser trabalhados. “A classe C pode ser um público que pode alavancar esse segmento econômico. Até porque os custos financeiros, bancários, são menores nas fintechs”, aponta sobre o potencial do segmento.

A comunicação com um foco específico, é fundamental na avaliação de Lopes. Ele diz que grande parte dos clientes em potencial nas empresas de tecnologia ainda tem muita dificuldade para compreender o sistema bancário, possíveis vantagens e opções de investimento. “A questão didática e comunicação é fundamental para que as fintechs possam penetrar nesse grupo”.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC Geral

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Rio de Janeiro vai ganhar Centro Cultural da Herança Africana

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O  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou hoje (21), edital de licitação para contratação do projeto executivo de restauro e adequação das Docas Dom Pedro II, que passará a integrar o circuito conhecido como Pequena África. Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, este é um lugar simbólico da herança afro-brasileira por ter sido ponto de desembarque dos escravos no Porto do Rio.

No local vai funcionar o Centro de Interpretação do Cais do Valongo e o centro cultural dedicado à herança africana, sob a gestão da Fundação Palmares. No local vai funcionar também o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (Laau), centro de referência ligado ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), da prefeitura do Rio de Janeiro. O laboratório abriga cerca de 1,5 milhão de artefatos encontrados durante as escavações do sítio.   

O espaço de dois andares e 14 mil metros quadrados terá investimento de R$ 2 milhões. O imóvel, atualmente ocupado pela ONG Ação da Cidadania, pertence à União. A ONG firmou acordo e será transferida para o Galpão da Gamboa, de propriedade da prefeitura.  

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De acordo com o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Manoel Vieira, este “será o primeiro centro de interpretação no estado. O conceito fundamental é funcionar como espaço de acolhimento e recepção de turistas e visitantes, com informações sobre patrimônio e turismo, e os valores culturais preservados no Cais do Valongo. O antigo prédio das Docas Pedro II se demonstra o espaço mais adequado, por dialogar com o sítio sensível”. 

Descoberta

O sítio arqueológico do Cais do Valongo foi revelado em 2011, em meio às obras da zona portuária do Rio de Janeiro, durante o processo de licenciamento ambiental com participação do Iphan. É o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados no Brasil. Foi o maior porto de desembarque do tráfico negreiro nas Américas, por onde passaram cerca de um milhão de escravos, somente no século XIX. Lugar de memória de uma história que a humanidade não pode esquecer, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2017.  

Docas Dom Pedro II

O edifício das antigas Docas Dom Pedro II integra a região atualmente conhecida como Pequena África, roteiro na região portuária do Rio de Janeiro, com lugares históricos que marcam a Diáspora Africana no Brasil. O local é espaço simbólico para a comunidade afrodescendente que, rapidamente, após a realização das pesquisas arqueológicas, converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história. 

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Ações de conservação

A conservação do Cais do Valongo é parte do plano desenvolvido pelo governo brasileiro para valorizar o reconhecimento mundial, conferido pela Unesco. Além do restauro das ruínas, haverá a construção de um museu a céu aberto ao redor do sítio arqueológico. O local receberá iluminação cênica, sinalização direcional e sistema de segurança por câmeras.  

As obras ao redor do Valongo, já iniciadas, são executadas pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), com a assessoria técnica do Iphan, contando com investimentos de R$ 2,1 milhões do consulado dos EUA e outros R$ 2,1 milhões da empresa chinesa State Grid Brazil Holding.

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC Geral

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