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Diversidade rítmica e de temas marca Festival de Música da Nacional FM

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Os vencedores da 11ª edição do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília foram anunciados na noite deste sábado (7). A edição deste ano foi marcada pela diversidade musical e de ritmos e pelo recorde de participação do público na votação pela internet. Os artistas foram escolhidos por especialistas e ouvintes da Rádio Nacional FM, em oito categorias. No total, 229 músicas foram inscritas para participar do evento realizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

 Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019

Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019 – Marcello Casal JrAgência Brasil

A música mais votada pelo público na internet foi Trem Nordestino, de Luiz Theodoro e Mário Theodoro. “A música fala um pouco das coisas e da gente do Nordeste. E, principalmente, desta ideia de uma região que é um pouco o paradoxo do Brasil. O Nordeste, talvez, seja a região que melhor define o Brasil com suas dificuldades e suas alegrias, com sua arte forte”, disse Mário.

Idealizador e coordenador do festival, o gerente de produção e programação da Rádio Nacional, Carlos Senna, destacou a diversidade rítmica e temática das músicas inscritas. Segundo ele, o nível de qualidade das composições tem melhorado ano a ano, consolidando a importância do evento. “Tanto que, este ano, a participação do público na internet foi recorde, ultrapassando os 30 mil votos. O número de acessos ao site onde as músicas estão disponíveis foi enorme”, disse Senna.

Outras categorias

 Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019

Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019 – Marcello Casal JrAgência Brasil

A Capivara Brass Band faturou a categoria Melhor Arranjo pela composição Melina Gruv, que homenageia as influências da cultura afro em geral e da música negra em particular. Formado exclusivamente por instrumentos de metal e bateria, o grupo também venceu a categoria Melhor Intérprete Instrumental.

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Arranjador da canção, o trombonista Bruno Portella disse à Agência Brasil que ficou surpreso com o resultado. “Ter ganho este prêmio no meio de tanta gente boa, de pessoas que, para mim, são referências, é importantíssimo. Fiquei surpreso. Não esperava”, declarou Portella, dedicando o prêmio ao maestro Joel Barbosa, seu professor na Escola de Música de Brasília, um centro de educação profissional público, vinculado à Secretaria de Educação do Distrito Federal. “Quero homenageá-lo por ele manter o curso de arranjo, que é gratuito, com muita raça. E parabenizar o festival. Um evento deste é muito importante para a cena cultural, para a cena musical do Distrito Federal e para a arte.”

Já a categoria Melhor Intérprete Vocal ficou com a cantora, compositora e violonista Litieh. Natural de Pirenópolis (GO), a artista vive em Brasília há 20 anos e destaca o papel da Rádio Nacional para a divulgação da cultura do Distrito Federal e da música nacional. “Com certeza, esta é uma premiação especial. Fiquei surpresa e muito feliz, pois já estou há dez anos neste caminho e é lindo, uma honra, receber a distinção de um prêmio de melhor intérprete e ainda dividir o palco com artistas que admiro muito.”

 Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019

Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019 – Marcello Casal JrAgência Brasil

O prêmio de Melhor Música Instrumental foi para Voa Zeppelin, de Marcelo Lima. Tatá Weber venceu a categoria Melhor Música com Letra, com a canção Quarta-Feira, e Túlio Borges a de Melhor Letra, com O Pão. Doze finalistas se apresentaram durante a premiação, no teatro da Caixa Cultural. A empolgação do público ao ouvir a música Baião de Lá garantiu a Márcio França e Rodrigo Souto o prêmio de Torcida Mais Animada.

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A 11ª edição do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília contou com a presença do diretor-presidente da EBC, Luiz Carlos Pereira Gomes. 

Os vencedores das quatro principais categorias de melhores músicas e intérpretes voltam a subir no palco da Caixa Cultura, às 19h, de hoje (8), para um show extra, onde terão a oportunidade de mostrar um pouco mais de seus trabalhos. É possível ouvir as 12 músicas finalistas no site das rádios da EBC.

Festival

 Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019

Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2019 – Marcello Casal JrAgência Brasil

Consolidação de um antigo projeto da emissora, a primeira edição do Festival Música Nacional FM foi realizada em 2009. A iniciativa já está consolidada no cenário cultural de Brasília, o que provoca a mobilização de toda a cadeia produtiva musical da cidade, como compositores, cantores, músicos, arranjadores e os estúdios de gravação.

Na primeira fase da competição deste ano, um corpo de jurados composto por especialistas selecionou as 50 melhores canções dentre as 229 inscritas. Durante três meses, estas 50 obras selecionadas foram executadas diariamente na programação da Rádio Nacional FM. Neste mesmo período, os ouvintes puderam votar pela internet em suas músicas preferidas. A seleção popular somou ao todo mais de 16 mil votos e selecionou as 12 canções finalistas.

Edição: Lílian Beraldo
Fonte: EBC Geral

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Começa em fevereiro a 34ª Bienal de São Paulo

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A 34ª Bienal de São Paulo chega no mês que vem com a proposta de destacar as semelhanças entre os processos criativos de cada artista. Este ano, a bienal leva o título Faz Escuro mas Eu Canto, verso do poeta amazonense Thiago de Mello (Barreirinha, 1926),

De acordo com os organizadores, a programação vai apresentar as obras de forma encadeada. De fevereiro a agosto, serão apresentadas três exposições individuais, começando pela peruana Ximena Garrido-Lecca que, em sua pesquisa, examina a história do Peru e explora o impacto cultural dos padrões neocoloniais. Na sequência, vêm a brasileira Clara Ianni e a fotógrafa estadunidense Deana Lawson, em abril e julho, respectivamente. 

Clara trata sobre como o capitalismo globalizado afeta o tempo, a história e o espaço. Já Deana é conhecida por se apropriar de fotografias encontradas e misturá-las àquelas que ela mesma registra. Seu trabalho provoca questionamentos sobre temas étnico-raciais.

Duas das exposições individuais, a de Ximena e a de Clara, serão abertas com ações performáticas de curta duração, de autoria de Neo Muyanga e León Ferrari. A programação conta, ainda, com uma terceira performance, do artista fluminense Hélio Oiticica. Falecido em março de 1980, ele nunca chegou a apresentar a obra, batizada de A Ronda da Morte, que consiste em um ambiente com ares circenses, no qual pessoas dançam e que é cercado por cavalos em movimento. O curador-geral da 34ª Bienal, Jacopo Crivelli Visconti, afirma que Oiticica concebeu a obra após regressar ao Brasil, depois de temporadas em Londres e em Nova York. “Era um pouco a resposta dele quanto ao que estava vendo nas cidades, que eram mudanças políticas de abertura, após o término da ditadura, mas que não alteravam substancialmente as estruturas de poder e as relações muitas vezes violentas”, diz.

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A partir de setembro, as obras que integram as exposições individuais serão reunidas em uma mostra coletiva, que poderá ser visitada pelo público de 5 de setembro a 6 de dezembro, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Além da exposição coletiva, os organizadores vão promover mostras paralelas, em parceria com 25 instituições paulistas. 

Visconti acrescenta que a pluralidade de perspectivas, presente nas exposições desta edição, é resultado da curadoria realizada por quatro profissionais, além dele. São eles: Paulo Miyada, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez. 

Serviço

34ª Bienal de São Paulo – “Faz escuro mas eu canto”
Pavilhão Ciccillo Matarazzo | Parque Ibirapuera
Entrada gratuita

Exposições individuais: 
Ximena Garrido-Lecca / Neo Muyanga: 8 de fevereiro a 15 março 
Clara Ianni / León Ferrari: 25 de abril a 8 de junho
Deana Lawson: 25 de julho a 23 de agosto de 2020
Exposição coletiva*: de 5 de setembro a 6 de dezembro de 2020
* com performance de Hélio Oiticica na abertura

A programação organizada pelas 25 instituições parceiras da Fundação Bienal da São Paulo pode ser conferida no site da instituição.

Edição: Narjara Carvalho
Fonte: EBC Geral

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