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Chuva leva municípios fluminenses a estado de atenção

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A cidade de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, está em estágio de atenção por causa da chuva que atingiu o município. Na manhã de ontem (13), Maricá foi atingida por um volume de água de 177 milímetros (mm). Segundo a Secretaria de Proteção e Defesa Civil, é o equivalente a quase 80% do acumulado previsto para todo o mês de janeiro.

Os bairros mais atingidos foram São José do Imbassaí, Bananal, Mumbuca, Itaipuaçu, Santa Paula, Bairro da Amizade, Nova Metrópole. Os efeitos da chuva também foram sentidos na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) e em regiões do centro.

A Defesa Civil registrou 44 ocorrências, 15 pessoas estão desalojadas, mas não há registro de desabrigados. Em locais de maior acúmulo de água, como nos loteamentos 26 de Maio e São Francisco, no bairro São José do Imbassaí, foi preciso usar barcos e botes para atender aos moradores em dificuldade. Duas casas desmoronaram no Bananal e Bairro da Amizade, mas ninguém se feriu.

O secretário Celso de Almeida Neto pediu que a população fique em alerta porque ainda há previsão de chuva no município, embora com menos intensidade, hoje e amanhã. “Queremos alertar a população que na quinta e sexta-feira teremos a aproximação de uma nova frente fria que pode gerar chuvas intensas na cidade”, disse.

A prefeitura montou um esquema com vários órgãos municipais para atender aos moradores e transformou o Centro Municipal Caic Elomir Silva, em São José do Imbassaí, em base para receber os desabrigados.

As doações de colchonetes, água, roupas, calçados, alimentos não perecíveis, material de higiene pessoal e produtos de limpeza podem ser deixadas nos centros de Referência de Assistência Social (Cras) São José, Inoã, Jardim Atlântico, Itaipuaçu e Santa Paula.

Itaboraí

O município de Itaboraí também está em estágio de alerta desde a madrugada dessa segunda-feira. O subsecretário de Defesa Civil, Marlon Pina, disse que a cidade registrou 134 mm de chuva, volume esperado para todo o mês de janeiro, e que vários bairros foram atingidos. A pior situação é do bairro Três Pontes, onde foi preciso montar um abrigo temporário para receber 28 pessoas de 16 famílias desabrigadas. Todas foram levadas para a Escola Hugo Montedônio Rego. A prefeitura montou um gabinete de crise para monitorar a situação. “Infelizmente é uma chuva que não era esperada e não tem jeito. Alaga tudo”, disse Pina.

No bairro de Granjas Cabuçu, a grande quantidade de água provocou a interdição de uma ponte, mas os moradores não chegaram a ficar isolados porque há outros acessos. Equipes da prefeitura estão no local para fazer os reparos. “Eu acredito que nesta semana a ponte já vai ser liberada. Há uma equipe lá trabalhando desde as 6h”, contou o subsecretário enquanto acompanhava o trabalho junto com o prefeito Sadinoel Souza.

A chuva impediu também o atendimento em algumas unidades de Atenção Primária à Saúde que ficaram alagadas ou em outras, onde os profissionais não conseguiram chegar ao local para trabalhar. São elas Reta Nova, Jardim Planalto, Apollo, Mangueira, Vale de Sol, Pacheco, Cabuçu e São Joaquim.

O subsecretário disse que para hoje ainda há previsão de chuva fraca, mas a partir de quinta-feira (16) deve ficar mais forte. A orientação à população é que, em caso de emergência, procure um abrigo da prefeitura.

São Gonçalo

Em São Gonçalo, também na região metropolitana, a Secretaria de Desenvolvimento Social cadastrou 73 pessoas atendidas na Escola Belarmino Ricardo Siqueira, 20 na Escola Municipal Professora Aida Vieira de Souza e 104 na Quadra do Salgueiro. A prefeitura informou que 49 pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros no bairro Jardim Catarina. No bairro Luiz Caçador, foram mais 14 pessoas e no bairro Trindade, o resgate foi de cinco pessoas.

Em apenas 24 horas, o município recebeu 122 milímetros de chuva. Apesar disso, nenhuma sirene chegou a ser acionada. Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano fazem trabalhos em diversos pontos da cidade, para a troca de manilhas, limpeza de bueiros e rios. Já as secretarias de Defesa Civil e de Desenvolvimento Social fazem o cadastramento das pessoas desalojadas e atuam em pontos de apoio nos bairros Salgueiro e Jardim Catarina, onde uma imagem divulgada em vídeos nas redes sociais chamou a atenção. Um morador, com água na altura do peito e os braços estendidos, salvou uma criança, atravessando uma rua alagada carregando a bebê, que estava ilhada na casa da madrinha.

No bairro do Gradim, uma casa, que já havia sido interditada pela Defesa Civil, desabou. Os entulhos estão sendo retirados do local por técnicos do Departamento de Conservação e Obras. Equipes da Defesa Civil fazem vistoria ao redor para verificar se existe comprometimento das estruturas próximas por causa do desabamento.

A prefeitura avisa que disponibiliza um canal direto para informações, e os cidadãos podem também solicitar ajuda em caso de deslizamentos, desabamentos, enchentes, inundações, entre outras emergências, 24 horas, pelo telefone 2601-0199 (Defesa Civil).

Defesa Civil

A Defesa Civil estadual informou que não chegou a ser acionada por nenhum município até agora, em consequência da chuva, mas os agentes do estado acompanharam as ações das gestões municipais e auxiliaram com informações, principalmente a capital, São Gonçalo e o município de Tanguá.

O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro atuou em ocorrências de corte de árvores e alagamento e inundação em diferentes cidades do estado, como São Gonçalo, Itaboraí, Niterói, Saquarema, Itaocara, Rio de Janeiro, Cachoeiras de Macacu, Angra dos Reis, Paraty, Cabo Frio e Duque de Caxias.

A previsão hoje no estado do Rio é de tempo nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com períodos de encoberto. A temperatura máxima é de 31 graus e a mínima de 18 graus

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC Geral

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Nuvem de gafanhotos: governo declara emergência fitossanitária

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos dois estados. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

O estado de emergência tem por objetivo permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais. De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de 1 ano.

A nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

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