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Ajuda humanitária à Venezuela é tema de reunião no Planalto

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A cúpula dos três Poderes da República se reuniu hoje (19) no Palácio do Planalto para discutir a ajuda humanitária do Brasil à Venezuela. A pedido de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela há quase um mês, vários países uniram para enviar alimentos, medicamentos e gêneros de primeira necessidade.

Durante o encontro de hoje o presidente Jair Bolsonaro conversou sobre o apoio brasileiro com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Também participaram da reunião os ministros Fernando Azevedo (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Guaidó coordena a distribuição de doações na Venezuela e pretende fazer um evento no próximo dia 23, quando faz um mês que ele se autoproclamou “presidente encarregado” ou interino. No entanto, o presidente Nicolás Maduro impede a entrada da ajuda humanitária, colocando contentores na fronteira com a Colômbia, sob a alegação que há uma orquestração para desestabilizá-lo.

Apoio

O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a reconhecer o governo interino de Guaidó. O presidente Jair Bolsonaro prometeu apoio político e econômico ao processo de transição “para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela”.

Venezuelan opposition leader and self-Guaidó, Venezuela

Juan Guaidó e a família, a mulher Fabiana Rosales e a filha Miranda – REUTERS/Andres Martinez Caseres/Direitos Reservados

Na semana passada, a recém-nomeada embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Eles acertaram que será instalada uma central de distribuição de ajuda humanitária em Roraima – estado fronteiriço à Venezuela.

O governo brasileiro lidera uma operação, batizada de Acolhida, que inclui o ordenamento de fronteira, o acolhimento e a interiorização dos imigrantes venezuelanos. Atualmente, existem 13 abrigos em Roraima, dos quais 11 em Boa Vista e dois no município de Pacaraima, segundo levantamento do Minsitério da Defesa. 

Edição: Renata Giraldi

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Uruguai inicia reabertura do comércio nesta segunda-feira

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Após sete semanas do início das restrições impostas no Uruguai pelo temor ao avanço do novo coronavírus, Montevidéu inicia nesta segunda-feira (4) o processo de retomada das atividades. Estima-se que cerca de 70% das lojas e outros estabelecimentos comerciais tenham mantido as portas fechadas desde 16 de março.

Hoje as grandes lojas varejistas, principalmente de roupas e calçados, estão reabrindo as portas. A previsão é de que 85% do comércio volte a funcionar. Trabalhadores da construção civil e de algumas instituições públicas também retomam as atividades.

O Uruguai teve os quatro primeiros casos de contaminação pelo novo coronavírus confirmados no dia 13 de março. Até o momento, são 665 casos confirmados, dos quais 442 já se recuperaram e 196 ainda apresentam sintomas da doença, e 17 mortes. O Uruguai realizou cerca de 22 mil testes até agora.

A reabertura das lojas começará com horários reduzidos (das 10h às 18h). Não há um protocolo único de medidas de higiene para todos os estabelecimentos, mas o governo afirma que as empresas devem respeitar as normas do Ministério de Saúde Pública, com o uso de máscaras para todos, distanciamento físico e nada de aglomerações.

Entre as medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde, está a obrigatoriedade do uso de máscaras, desde o dia 24 de abril, para os trabalhadores e clientes do comércio de alimentos. No dia 27 de abril, o uso de máscaras tornou-se obrigatório também em estabelecimentos financeiros e casas de pagamentos, como as lotéricas.

A secretária executiva do Grupo Centro, Ana Loffredo, disse à Agência Brasil que o Ministério de Saúde Pública deu linhas gerais de orientações de segurança para todo o comércios, mas ressaltou que, em alguns setores, como o de venda de roupas, pode ser necessário um protocolo específico. “No caso da lojas de roupas, se a pessoa prova, ou não, se os provadores estarão abertos, ou não, aí podem se fazer necessárias normas específicas”, disse a secretária do Grupo Centro, que reúne cerca de 500 empresas dos mais variados segmentos em Montevidéu.

“A ideia é fazermos [a abertura] com responsabilidade para não ter que dar marcha-ré. O objetivo é encontrar um ponto de equilíbrio para que a economia não desmorone. Para todas as empresas que estão fechadas, a situação está cada vez mais complicada. Temos que ir retomando pouco a pouco a atividade”, afirmou Ana Loffredo.

Na página do Grupo Centro no Facebook, pede-se às empresas e clientes que cumpram com as recomendações, como permitir a entrada de, no máximo, 10 pessoas em cada estabelecimento, que mantenham pelo menos 1,5 metro de distância das outras pessoas, além do uso de máscaras e de álcool em gel para higiene das mãos.

Retomada

Na última sexta-feira, Dia Internacional do Trabalho, o ministro do Trabalho uruguaio, Pablo Mieres, destacou que o país trabalhava “firmemente” em um processo de reativação responsável, cumprindo e exigindo todas as medidas necessárias para proteger a saúde dos trabalhadores. “Porque a saída dessa crise aguda depende de um processo de reativação produtiva e trabalhista, o mais rápido e responsável possível”, disse Mieres.

Nos dias 29 e 30 de abril, 400 trabalhadores da construção civil fizeram testes para saber se tinham contraído a Covid-19. Os resultados oficias devem ser divulgados na tarde de hoje, mas fontes do governo adiantaram ao periódico El País que todos os testes tiveram resultado negativo. Em entrevista coletiva na semana passada, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, afirmou que, se os resultados dos exames dos trabalhadores da construção fossem majoritariamente negativos, o país começaria a retomar as atividades presenciais nos órgãos públicos nesta semana.

Desta forma, funcionários da Antel, empresa pública de telefonia e telecomunicações, do BPS (Previdência Social) e de outros órgãos devem voltar gradualmente às atividades. Quase todos os escritórios de instituições públicas vinham funcionando com teletrabalho, plantões e turnos rotativos.

A Associação de Funcionários da Justiça afirmou, em nota, que a retomada ao trabalho incluirá medidas de prevenção como distância entre os funcionários, uso de máscaras obrigatoriamente para trabalhadores e usuários, centralização do recebimento de documentos, implementação de consultas e agendamentos pela web, uso de divisórias, restrição da circulação nos edifícios e organização de audiências para evitar aglomerações.

A taxa de desemprego no país, que vinha crescendo desde 2015, atingiu 10,5% em fevereiro deste ano, afetando cerca de 190 mil uruguaios. É a taxa mais alta desde 2007. Em março e abril deste ano, mais de 170 mil pedidos de seguro-desemprego foram registrados. O país tem 400 mil trabalhadores sem nenhum tipo de registro formal ou contribuição para a previdência social.

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